Politica

Mauro Mendes faz desafio a Abílio e pede que deputado oficialize denúncia sobre faccionados no União Brasil

Para Mendes, o parlamentar tem que provar o que fala e não apenas jogar conversa ao vento’, é preciso dar os nomes para o MP investigar

10/06/2024 12h17 | Atualizada em 17/06/2024 10h24

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O governador Mauro Mendes (União) desafiou o deputado federal Abílio Brunini (PL) a oficializar sua denúncia de que facções criminosas estão influenciando nas eleições e de que estariam filiando membros no União Brasil, partido presidido em Mato Grosso pelo gestor.  Para Mendes, o parlamentar tem que provar o que fala e não apenas jogar ‘conversa ao vento’. Segundo ele, é preciso dar os nomes e denunciar ao Ministério Público para ser investigar.  

“Falar que no PL deve ter alguém fazendo merda, com certeza tem também. Em qualquer partido deve ter, porque lá tem pessoas, tem ser humano em qualquer lugar. Agora, tem gente boa em qualquer partido. Se ele sabe de alguma coisa errada, não jogue conversa fiada e ao vento não. Escreva, assine embaixo e protocolize nos órgãos competentes dando nome aos bois”, disse o governador nesta segunda-feira (10), durante entrevista à Rádio CBN Cuiabá.  

Abílio insinuou a infiltração de membros de facções criminosas no União Brasil para eleger vereadores e influenciar na disputa de prefeito na capital, após a Polícia Federal deflagrar a Operação Ragnatela em Cuiabá e no Rio de Janeiro, contra membros do Comando Vermelho que estavam usando o mercado do entretenimento para lavar o dinheiro do crime.  

Na semana passada, a presidente municipal do União em Cuiabá, deputada Gisela Simona (União), rebateu o colega de parlamento, afirmando que ele também deve atuar para combater o crime organizado no Congresso Nacional.   Ela lembrou ainda que Abílio, recentemente, votou a favor de outro parlamentar preso durante uma operação da Polícia Federal, por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco.  

“Na Câmara dos Deputados, tivemos um momento importante de dar um basta nessa questão das facções e das organizações criminosas, que foi o voto pela manutenção da prisão de Chiquinho Brazão, e ele não fez isso. Então cada um, principalmente, os agentes políticos, de maneira geral, possam não só cobrar, mas descer do palanque e fazer a sua parte”, disse.  

A Operação Ragnatela revelou ligações próximas do crime organizado com agentes públicos e políticos. Entre os citados estão o vereador de Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), que foi alvo de busca e apreensão. E o ex-secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Alexandre Bustamante.

FONTE: Eldorado FM com Gazeta Digital

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