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ELEIÇÃO SUPLEMENTAR

Títulos cancelados e abstenções: eleição ao Senado pode ter metade dos eleitores

Em média, a abstenção de eleitores gira em torno dos 25% em eleições normais em Mato Grosso.

24/01/2020 11h23 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Títulos cancelados e abstenções: eleição ao Senado pode ter metade dos eleitores

Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) fez um alerta com relação ao alto número de eleitores com títulos cancelados e que, caso não regularizem a situação, não poderão votar na eleição suplementar ao Senado a ser realizada em 26 de abril. Segundo o presidente do tribunal, desembargador Gilberto Giraldelli, são cerca de 500 mil títulos em situação irregular e que, somados à abstenção esperada, podem chegar a quase metade do eleitorado mato-grossense.

Eleitores têm até 21 de fevereiro para ir até a Casa da Democracia ou outro posto de atendimento da Justiça Eleitoral com documento de identificação e comprovante de endereço para regularizar sua situação.

“A preocupação do TRE-MT é muito grande com relação ao número exacerbado que nós temos hoje de eleitores que estão em situação irregular. Nós temos divulgado a necessidade de que os eleitores compareçam e regularizem sua situação. O número é bastante grande, beira os 500 mil eleitores, e nós precisamos que essa eleição seja sufragada pelo maior número possível de eleitores para dar a verdadeira e necessária legitimidade ao pleito”, declarou Giraldelli.

Em média, a abstenção de eleitores gira em torno dos 25% em eleições normais em Mato Grosso. O fato de a eleição ao Senado ser feita “fora de época” também pode ter impacto no comparecimento à votação.

Os cerca de 500 mil citados por Giraldelli representam quase 20% dos 2.157.873 milhões de eleitores registrados em Mato Grosso, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de dezembro. Com os 25% esperados de abstenção, somariam 45% do eleitorado.

O total de títulos cancelados se equivale ao número de eleitores em Cuiabá e Várzea Grande, por exemplo. Os dois municípios, somados, têm 512.375 mil eleitores, segundo as informações do TSE.

Entre os senadores eleitos em 2018, apenas Selma Arruda (Pode) teve mais de 500 mil votos: foram 678.542 mil sufrágios. Ela teve a cassação do mandato confirmada em dezembro pelo TSE, o que gerou a eleição suplementar de abril.

Em uma eleição comum, o fechamento dos eleitores aptos seria feito 151 dias antes do pleito. Para esta suplementar, a data cairia em novembro de 2019. A resolução aprovada pelo TRE-MT na quarta (22) destacou que esta suplementar é um caso “excepcional” e reduziu o prazo para 65 dias antes da eleição, data que cai em 21 de fevereiro.

FONTE: RD News/Mikhail Favalessa

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