POLÍTICA

Ságuas é acusado de usar cota para ir a 30 cidades em eleição

O deputado federal Ságuas Moraes (PT) teria utilizado verba indenizatória para apoiar aliados nas eleições municipais.

19/06/2017 16h06 | Atualizada em 19/06/2017 16h30 104 acessos

Ságuas é acusado de usar cota para ir a 30 cidades em eleição

Ilustrativa

O deputado federal Ságuas Moraes (PT) teria utilizado verba indenizatória para apoiar aliados nas eleições municipais, o que é proibido pelo Regimento Interno da Câmara Federal. Conforme reportagem do site Congresso em Foco, o petista gastou cerca de R$ 36 mil para locação de avião para uma peregrinação em que visitou mais de 30 municípios mato-grossenses, durante a  campanha de 2016. Contudo, o documento checado pelo RD News aponta gasto total de R$ 42,9 mil, divididos em três notas, veja aqui.

A reportagem traz imagem do Facebook de Ságuas na qual ele aparece em campanha em Cocalinho, lançando a candidatura de Erico Barreto para vereador (eleito com 185 votos). Entre os municípios visitados estão Cuiabá, Santo Antônio do Leverger, Barra do Garças, Pontal do Araguaia, Ponte Branca, Torixoréu, Ribeirão Cascalheira, Novo Santo Antônio, Confresa, Canabrava do Norte, Porto Alegre do Norte, Santa Cruz do Xingu e Santa Terezinha.

Ao  Saguás afirma que usou a verba para atividades parlamentares. “As atividades continuam durante as eleições. Eu não estou usando dinheiro da cota parlamentar para candidatura de ninguém. No período de campanha, a gente tem outras agendas que não a de campanha. Exercemos nossa atividade política”, disse o petista ao se defender das acusações.

Outros acusados

Além de Ságuas, parlamentares de outros estados estão na mesma situação. Os deputados federais Giacobo (PR-PR), Átila Lins (PSD-AM), Júlio César (PSD-PI), Jutahy Júnior (PSDB-PA) e Nilson Pinto (PSDB-PA), também utilizaram os recursos da verba indenizatória, num montante de R$ 288 mil. Os recursos também serviam para bancar hospedagens em hotéis durante os compromissos do pleito.

Segundo a reportagem, a maioria dos parlamentares desconhece a restrição e acredita não ter cometido irregularidade porque estão respaldados em um artigo da regra interna (Ato da Mesa N° 43/2009) que autoriza a divulgação do mandato do parlamentar. Porém o artigo 15 do regimento diz que não serão permitidos gastos de caráter pessoal.

FONTE: RD NEWS/Alexandra Lopes

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