PUBLICIDADE Supermercado Vendão
PROPINA NO DETRAN

Preso há dois meses, Mauro Savi recebe salários como deputado

Ainda segundo Botelho, o pagamento salarial do parlamentar deverá ser analisado novamente pelo jurídico do Parlamento.

18/07/2018 10h19 | Atualizada em 18/07/2018 14h06 96 acessos

Preso há dois meses, Mauro Savi recebe salários como deputado

Reprodução

PUBLICIDADE Skynet

Preso há 2 meses no Centro de Custódia da Capital (CCC), o deputado Mauro Savi (DEM) ainda recebe salário de parlamentar.

Nos meses de maio e junho, Savi recebeu R$ 8,4 mil já que foram descontados R$ 16,8 mil por mês dos R$ 25,3 mil.

As informações constam no Portal Transparência do próprio Poder Legislativo. Desde que foi preso, em 9 de maio, Mauro Savi deixou de participar de 35 sessões ordinárias.

O presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM) confirmou que o  deputado preso continua recebendo salário, porém, afirma que a Verba Indenizatória foi suspensa ainda em maio. "Nós estamos seguindo a orientação da Procuradoria Legislativa, que informou que só poderá chamar o suplente após 120 dias. É isso que o Regimento Interno diz", explicou Botelho.

Ainda segundo Botelho, o pagamento salarial do parlamentar deverá ser analisado novamente pelo jurídico do Parlamento. "Nós estamos se baseando na decisão do STF, que ao afastar os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por conta da operação Malebolge, não suspendeu os salários. Ele [Savi] deverá receber o salário de julho ainda, mas depois do recesso, a Procuradoria deverá analisar essa situação. O que o jurídico determinar nós vamos cumprir", finalizou.

De acordo com ele, a Procuradira Legislativa emitiu parecer informado que à Assembleia poderia funcionar com 23 deputados apenas.

Savi já teve 6 pedidos de habeas corpus negados no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF). Os HCs foram pedidos pela sua defesa e pela Procuradoria Legislativa da Assembleia Legislativa.

Mauro Savi foi preso durante a Operação Bônus, 2ª fase da Operação Bereré, deflagrada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) Criminal.

O parlamentar é acusado de intermediar o acordo que deu origem ao esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro na ordem de R$ 30 milhões no Detran. A prisão foi decretada pelo desembargador José Zuquim Nogueira, que determinou ainda o cumprimento de 5 mandados de prisão preventiva e 5 de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Brasília.

Além de Mauro Savi, foram presos preventivamente o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, seu irmão, Pedro Zamar Taques, e os empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo ”Grilo“ e José Kobori. Todos permanecem presos.

FONTE: Gazeta Digital/Pablo Rodrigo

PUBLICIDADE

Comente, sua opinião é Importante!

PUBLICIDADE