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OPERAÇÃO BERERÉ

Deputado Baiano Filho desaparece e não depõe; dono de "empresa fantasma" remarca oitiva

Baiano Filho é um dos cinco deputado investigados por fraudes no Detran.

04/04/2018 09h43 115 acessos

Deputado Baiano Filho desaparece e não depõe; dono de

Reprodução

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Um dos proprietários da Santos Treinamento, empresa supostamete “fantasma” criada para lavagem de dinheiro dos recursos desviados do Detran de Mato Grosso investigados na "Operação Bereré", o advogado Antônio Eduardo da Costa e Silva, pediu uma nova data para ser ouvido em audiência no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A oitiva dele seria realizada na manhã desta terça-feira (3).

O novo dia para realização do ato ainda não foi definido pelo órgão. Já o deputado estadual Baiano Filho (PSDB), que também deveria prestar depoimento na manhã desta terça-feira, não foi localizado para receber a intimação.

Agentes do órgão estiveram, por várias vezes, na Assembleia Legislativa e em sua residência, mas não o localizaram. O órgão disse que só vai se posicionar sobre as providências a serem tomadas após o final das oitivas.

Na tarde desta terça-feira, estão previstos os depoimentos de Silvio César Corrêa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (sem partido), além do também deputado estadual Romoaldo Júnior (MDB). Romoaldo é alvo da investigação autorizada pelo desembargador José Zuquim Nogueira.

DEPUTADOS INVESTIGADOS

O Gaeco conduz nesta segunda fase da investigação um outro inquérito da "Operação Bereré", que tem cinco deputados como investigados. Além de Baiano Filho e de Romoaldo Junior, são alvos os deputados Ondanir Bortolini "Nininho" (PSD), Wilson Santos (PSDB) e José Domingos Fraga Filho (PSD).

Ontem, "Nininho" foi ouvido. Ele disse ter sido "vítima" do caso por ter recebido uma transferência de R$ 1 mil do ex-chefe de gabinete, Tschales Franciel Tschá, que havia recebido um cheque da Santos Treinamentos.

Segundo o parlamentar, Tschales havia contraído um empréstimo junto a uma factoring. “Eu não sei de onde vinha o dinheiro. Trata-se de um fato que ocorreu com mais de 200 pessoas que foram vítimas da circulação desses recursos da investigação. Eu fui vítima de ter passado R$ 1 mil pela minha conta e agora eu vou esclarecer”, explicou Nininho antes do depoimento.

De acordo com investigações do Gaeco, e da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administação Pública (Defaz-MT), uma quadrilha lavava dinheiro e desviava recursos públicos por meio de empresas que prestam serviços ao Detran-MT. O bando agia desde 2009 e teria desviado em torno de R$ 1 milhão por mês.

Os principais alvos da operação são os deputados estaduais Eduardo Botelho e Mauro Savi, ambos do PSB, além do ex-deputado federal Pedro Henry. As investigações tem como base os depoimentos de colaboração premiada do ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Lopes, o “Doia”, além do empresário Rafael Yamada Torres, outro delator do esquema.

Segundo as investigações, a Santos Treinamento e Capacitação é uma empresa fantasma que já teve entre seus sócios o presidente da AL-MT, Eduardo Botelho (PSB). A organização recebia recursos desviados da FDL Serviço de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos, que realiza junto ao Detran-MT o registro de financiamentos de veículos em alienação fiduciária.

Um dia depois da deflagração da operação, em 20 de fevereiro, Eduardo Botelho admitiu que conhecia a fraude e se disse “arrependido” de não ter deixado o quadro societário assim que soube do esquema, em 2011.

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), José Zuquim Nogueira, determinou no dia 16 de fevereiro de 2018 o sequestro de R$27.722.877,38 de 17 pessoas, entre físicas e jurídicas, envolvidas no esquema de lavagem e desvio de dinheiro no Detran de Mato Grosso. De acordo com o despacho do magistrado, o recurso era “desviado” do órgão para “retirar-lhe a sujeira que cobre a sua origem”. Entre as pessoas atingidas pela medida estão os deputados estaduais Eduardo Botelho, Mauro Savi, o ex-deputado federal Pedro Henry, além de sócios e lobistas que participaram do esquema.

No último dia 21 de março, José Zuquim Nogueira autorizou a investigação contra outros cinco deputados estaduais - Romoaldo Júnior (MDB), Zé Domingos Fraga (PSD), Wilson Santos (PSDB), Baiano Filho (PSDB) e Ondanir Bortolini, o “Nininho” (PSD).

FONTE: Folha Max

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