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MOBILIZAÇÃO

Da esquerda, Casaldáliga e ex-reitora assinam ato em defesa de ex-presidente

Entre os signatários estão o bispo emérito de São Félix do Araguaia Dom Pedro Casaldáliga.

24/01/2018 10h11 200 acessos

Da esquerda, Casaldáliga e ex-reitora assinam ato em defesa de ex-presidente

Reprodução

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A Frente Brasil Popular se mobiliza para colher adesões ao manifesto mato-grossense em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser Candidato. O lançamento está previsto para a próxima quarta (24), em frente ao prédio da Justiça Federal de Cuiabá, onde a militância fará vigília a partir das 6h para acompanhar o julgamento do petista no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (4º TRF), situado em Porto Alegre.

O manifesto em defesa de Lula será assinado por personalidades do chamado "campo democrático e popular". Entre os signatários estão o bispo emérito de São Félix do Araguaia Dom Pedro Casaldáliga, o deputado federal Ságuas Moraes (PT), a ex-reitora da UFMT e pré-candidata ao Senado Maria Lúcia Cavalli Neder (PCdoB), o ex-juiz federal Julier Sebastião (PDT) e o cineasta Amauri Tangará.

O sindicalista e dirigente do PCdoB Miranda Muniz, que atua na coordenação do comitê mato-grossense defende a importância da militância colher assinaturas para fortalecer o manifesto pró-Lula. Segundo ele, os alvos são lideranças representativas dos campos político, sindical, intelectual, profissional, dos movimentos sociais e culturais, esportistas e religiosos.

No manifesto, a Frente Brasil Popular classifica o julgamento com “caçada judicial” a Lula e aponta o objetivo de impedir que seja eleito presidente da República mais uma vez. Também afirma que o petista foi condenado sem provas e que não praticou nenhum crime a exemplo de Dilma Rousseff, que teria sofrido impeachment injustamente.

O manifesto ainda critica a celeridade do 4º TRF, classificando como casuísmo de “setores golpistas do sistema judicial". Além disso, o documento afirma que a confirmação da sentença do juiz Sérgio Moro comprovará o que chama de “natureza política do processo".

Temer

Além disso, o manifesto considera o governo do presidente da República Michel Temer (MDB) como  “golpista, antipopular e corrupto, que pretende fazer sucessor para seguir atacando “os direitos trabalhistas, as liberdades democráticas e a soberania nacional”. Além disso, aponta como aliados a maioria do Congresso Nacional, a cúpula do Judiciário, a mídia hegemônica e ao que chama de “grande capital”.

A militância da Frente Brasil Popular aproveita o manifesto para denunciar medidas de Temer que chamam de “impopulares. As críticas incluem o Teto dos Gastos Públicos, as reformas trabalhistas e da previdências e as possíveis privatizações da Eletrobras, Correios, Caixa Econômica e Banco do Brasil.

As críticas do manifesto também são direcionadas a regime de partilha do Pré-Sal e as isenções às petrolíferas internacionais. Outros alvos de denúncia são ataques contra direitos humanos, civis e culturais, desmonte do SUS, censura a produções artísticas e até a retirada das discussões sobre igualdade de gênero e diversidade sexual nas bases curriculares, além da reforma do ensino médio.

“Essas propostas também se materializam nos ataques às universidades públicas e seus dirigentes, na criminalização dos movimentos sociais e no genocídio da juventude negra, no aumento do racismo, do feminicídio e na LGBTfobia. O golpe é contra a ideia de um país plural e uma sociedade mais justa e democrática”, diz trecho do manifesto.

Ao ressaltar a resistência dos movimentos populares, o manifesto diz que diversas medidas estão sendo preparadas para barrar a participação de Lula nas eleições. As medidas seriam “tentar construir uma candidatura que os unifique, impedir sua candidatura, interditar o PT, mudar o sistema político-eleitoral, instituir, sem consultar o povo, um sistema ‘semipresidencialista’ e até mesmo não realizar eleições.

“Nós, mato-grossenses e demais brasileiros e brasileiras que aqui vivem, abaixo assinados(as), denunciamos a covarde perseguição ao ex-presidente Lula e repudiamos qualquer tentativa de impedir a sua candidatura à presidência da República, em especial, essa farsa da condenação política e sem provas”, conclui o texto.

Vigília

A vigília em frente à Justiça Federal, na avenida do CPA, na Cuiabá, deve acontecer entre 6h e 10h do dia 24. Na ocasião, será feito o lançamento do manifesto. A militância da Frente Brasil Popular também realiza atos em Rondonópolis, Cáceres, Diamantino, Barra do Garças, Juína, Sinop e Tangará da Serra. Os municípios também mantêm sedes da Justiça Federal.

FONTE: Rdnews/Jacques Gosch

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