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POLÍTICA

Sem falar em reeleição, Taques diz que sonho é ser prefeito de Cuiabá

Declaração foi dada na frente do prefeito Emanuel Pinheiro, que arrematou: “2020 tá aí”.

24/12/2017 20h01 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Sem falar em reeleição, Taques diz que sonho é ser prefeito de Cuiabá

Reprodução

O governador Pedro Taques (PSDB) voltou a dizer na última quinta-feira (21) que seu sonho “é ser o prefeito de Cuiabá”. A declaração foi dada na frente do atual chefe do executivo da capital, Emanuel Pinheiro (PMDB).

“Eu amo Cuiabá, aliás o meu sonho, é um dia, na minha aposentadoria, mais na frente, ser prefeito de Cuiabá”, disse Taques.

O governador estava acompanhado do prefeito Emanuel Pinheiro, que emendou: “2020 tá aí”.

Pedro Taques deu a mesma declaração em entrevista ao Jornal do Meio Dia da última segunda-feira (18). Em tom de brincadeira, ele disse que o sonho dele “desde menino” era ser o prefeito de Capital.

A frase, porém, pode ser interpretada como uma sinalização de que Taques, de fato, pretende disputar a reeleição, tendo em vista que nesta quinta-feira ele afirmou ter o sonho de ser o prefeito de Cuiabá apenas próximo de sua “aposentadoria”.

Publicamente, o governador afirma que só discutirá eleições “após a Semana Santa”, na primeira semana de abril de 2018. A data limite para filiação partidária de quem quer disputar o próximo pleito é 7 de abril do ano que vem.

Oficialmente ou não em campanha, porém, a corrida eleitoral já começou. Uma pesquisa Ibope divulgada na última semana aponta que o governador Pedro Taques tem boas chances caso opte por disputar a reeleição.

Nos cenários cujos adversários seriam o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), o presidente afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antônio Joaquim, e o ex-governador Jayme Campos (DEM) ele aparece à frente. A disputa, no entanto, seria apertada, com previsão de vitória apenas no 2º turno. 

De acordo com a pesquisa, Taques só perderia para o Ministro Blairo Maggi (PP).

Dentro do PSDB, porém, o governador vive um impasse. No dia 10 de novembro deste ano, o presidente da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), Paulo Borges, foi eleito para comandar o diretório regional da sigla. Ele chegou com o discurso de que seria necessário que o partido tivesse um candidato ao Senado em 2018, fazendo coro a proposta do deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que pretende se candidatar ao posto.

A iniciativa não foi bem vista pelo Chefe do Executivo Estadual, uma vez que as coligações partidárias, que dependem de alianças, podem lançar apenas dois candidatos ao senado, o que poderia contrariar os interesses de outros aliados do governador nas eleições de 2018.

Publicamente, aliados do governador dizem que ele precisa adotar “outra postura” se quiser ter chances de reeleger em 2018.

FONTE: Diego Frederici | FOLHAMAX

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