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CLIMA TENSO

Prefeitos cobram repasses; Russi cita momento econômico ruim

Secretário da Casa Civil afirmou que aguarda emenda de R$ 100 milhões para quitar débitos.

10/11/2017 17h26 87 acessos

Prefeitos cobram repasses; Russi cita momento econômico ruim

Alair Ribeiro/MidiaNews

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Um encontro entre prefeitos realizado na manhã desta sexta-feira (10), na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), foi marcado por duras críticas ao governador Pedro Taques (PSDB), em razão de atraso nos repasses às prefeituras.

Em dado momento do encontro, o clima “esquentou” e o presidente da AMM, Neurilan Fraga, acabou trocando farpas com o secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi.

Conforme o presidente da AMM, estima-se que o débito do Governo com os Municípios chegue a R$ 120 milhões na área da Saúde. Ainda segundo ele, há outros atrasos em relação a repasses de ICMS e Fethab.

“O governador está fazendo apropriação indébita. A ex-presidente Dilma Rousseff foi cassada por coisas muito mais simples. O governador falava todos os dias nos jornais que tinha que cassar a Dilma. E, quando alguém falou aqui a possibilidade de pedir afastamento do governador, infelizmente ele tem reação contrária. Está se matando pelo próprio veneno”,

criticou Neurilan.

“Se os prefeitos tomarem uma decisão pelo afastamento do governador, vamos fazer. Mas ninguém quer isso. Seria uma medida extrema, porque os prefeitos estão desesperados, sem saber o que fazer. As ambulâncias estão parando, postos cortaram o abastecimento, pessoas estão batendo a porta dos gestores, existe um caos total. Sabemos da dificuldade do Estado, mas não dá mais para aguentar”, disse o presidente da AMM.

“Eu não vou politizar, se for para politizar, fico até chateado de estar aqui. Porque estou aqui para tentarmos construir uma pauta positiva. Você é candidato a deputado federal, Neurilan. Não podemos partir para esse lado”, rebateu o chefe da Casa Civil.

O presidente da AMM, por sua vez, disse que o debate em torno dos atrasos aos municípios não se trata de politização. Ele citou ainda que, quando o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rui Ramos deu prazo de 48 horas para que Taques quitasse repasses em atraso aos Poderes não se viu uma reação “desproporcional” por parte do governador.

Agora, conforme Neurilan, que os prefeitos que estão cobrando valores devidos pelo Estado, o governador têm reações “truculentas” e “autoritárias”.

“O Governo não saiu na imprensa falando, batendo que Rui Ramos não é representante do TJ. Essa consideração temos que ter. O Governo não respeita minha liderança municipalista. Estão falando que não represento os prefeitos. Como não represento se fui eleito com 110 votos dos 125 prefeitos aprtos a votar”, questionou Neurilan.

“Sem dinheiro”

O secretário Max Russi admitiu os atrasos e afirmou que o Executivo enfrenta o pior momento econômico.

Ele disse que o Governo espera uma emenda da bancada federal estimada em R$ 100 milhões para quitar os débitos com a Saúde.

A expectativa é que a liberação aconteça ainda este ano. Caso contrário, os secretário já antecipou que o Estado não dispõe de tais recursos.

“Estamos aguardando essa emenda da bancada, mais alguns valores do FEX e da Conab para praticamente zerar os atrasos. Não chegou a emenda? Continuamos da mesma forma. O Estado não é a Casa da Moeda. Não tem dinheiro”, disse o secretário.

“Estamos fazendo repasse dentro do fluxo de caixa do Governo. Com a emenda federal que o governador articulou com o prefeito Emanuel Pinheiro, com a bancada federal, vamos fazer repasse aos 141 municípios para atenção básica, aos filantrópicos e UTI”, concluiu.

FONTE: Midia News/CAMILA RIBEIRO

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