Politica

Secretário de Saúde diz que Governo de Mato Grosso não teme CPI e afirma: “Tudo é feito às claras”

A CPI foi proposta pelo deputado Lúdio Cabral (PT), mas ainda não possui assinaturas suficientes para ser criada.

13/08/2021 12h00 | Atualizada em 13/08/2021 19h19

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que o Governo não teme a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para apurar atos da gestão no combate à pandemia da Covid-19.

A CPI foi proposta pelo deputado Lúdio Cabral (PT), mas ainda não possui assinaturas suficientes para ser criada. Na justificativa, o petista cita o alto número de casos e de mortes no Estado pela doença e a permissão de retorno de atividades, como no caso das escolas.

“A Assembleia é um poder autônomo. O que for decidido lá, eu como servidor público, tenho que acatar. Não temos nada a esconder. Se caso acontecer, vamos atender as reivindicações que sejam feitas”, afirmou Figueiredo. “Nesse momento tudo é campanha política, todo mundo já está criando a sua, então estou à disposição”, alfinetou.

De acordo com Figueiredo, todos os atos do Governo são públicos e constam no Portal da Transparência. “Nunca teve nada aqui que não foi às claras. Não tem contratação que não seja pública. E como órgão público, está sujeito a ser auditado. Então, não tem preocupação nenhuma com isso”, disse.

Na justificativa do pedido de abertura da CPI, Lúdio afirmou haver um processo lento de vacinação no Estado, o que, conforme Figueiredo, só pode ser averiguado pelo Parlamento com os gestores municipais.“A estratégia de vacinação é municipal. Então, vai ter que abrir uma CPI para investigar 141 municípios. O que nós fazemos é seguir o plano nacional na distribuição”, disse.

O secretário ainda rebateu a argumentação do parlamentar quanto à citação de que Mato Grosso foi um dos estados que fez tratativas para compra de vacinas com Paulo Dominguetti, citado como “atravessador” alvo da investigação da CPI da Covid no Senado Federal por um possível comércio paralelo de imunizantes com oferecimento de propina ao comprador.

“Não há nada errado por parte do Governo do Estado. Nós fomos consultados por inúmeros empresas com interesse de vender vacina. Tinha dia que era irritante o número de pessoas que procuravam, que tinham ofertas”, disse. Segundo Figueiredo, a gestão “sempre trilhou o caminho da legalidade” e quando não existia segurança jurídica, não seguia adiante com negociações. O secretário salientou que a única compra quase efetivada pelo Estado foi da vacina russa Sputnik V, que acabou não se consolidando após decisão da Anvisa.

“Nesse caso específico que cita o estado de Mato Grosso, era mais um que estava tentando oferecer que não tinha legalidade nenhuma pra fazer isso. Quando nós cobramos o documento pra que ele pudesse comprovar que ele representava um laboratório, ele não apresentou e a conversa acabou aí”, completou.

FONTE: Redação de Jornalismo da Eldorado FM

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