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RUMO ÀS URNAS

Partido do governador, DEM lança 65 a prefeito e lidera ranking; MDB tem 48

O número já era esperado por ser o partido do governador.

13/10/2020 09h58 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Partido do governador, DEM lança 65 a prefeito e lidera ranking; MDB tem 48

Ilustrativa

O DEM, partido de Mauro Mendes, é o que mais lançou candidatos a prefeito em Mato Grosso. Ao total, segundo dados da Justiça Eleitoral, são 65 postulantes ao comando de prefeituras. O número já era esperado por ser o partido do governador e por, atualmente, após “troca-troca” de legendas, ser o partido com maior número de prefeitos (31 dos 141 gestores) – saiba no Blog do Romilson.

O MDB, conduzido por Carlos Bezerra e que hoje está à frente de 19 cidades, aparece em segundo lugar com 48 candidatos, seguido pelo PSB de Max Russi, com 38.  Surfando na onda “bolsonarista”, o PSL aparece em quarto lugar, com 32. Os dados integram as estatísticas divulgadas pela Justiça Eleitoral – veja quadro.

Partidos e candidaturas à prefeituras de MT

Apesar do número expressivo de políticos que concorrem ao comando de Executivos municipais, o Democratas não é cabeça de chapa em nenhuma das 2 maiores cidades de Mato Grosso (Cuiabá, Várzea Grande). Na Capital, base eleitoral de Mauro, ensaiou disputa, mas acabou lançando o vereador Marcelo Bussiki como vice de Roberto França (Patriota).  

O mesmo acontece na Cidade Industrial, hoje comandada pela esposa do senador Jayme Campos, Lucimar Campos (DEM). O partido acabou compondo com o MDB de Kalil Baracat, que tem José Hazama de vice. Nas cidades pólo, o DEM lançou candidato a prefeito apenas em Rondonópolis, com Thiago Muniz; e Barra do Garças, com  Wellington Marcos Rodrigues e Nova Mutum, com Airton Pessi, o Quick.

Presidente estadual do DEM, Fabio Garcia, garabte que o partido nunca se preocupou com números, mas sim com candidatos de qualidade. "Conseguimos construir boas candidaturas, respeitando os partidos aliados. estamos felizes", disse, ressaltando que a legenda, diferente de outros que estiveram à frente do governo, não fez "ataques ofensivos" visando cooptar candidatos de envergadura.

Sobre a participação de Mauro, garante que o governador vai estar nas cidades polos, gravar vídeos e visitar algumas cidades. Pondera, entretanto, que o foco principal do chefe do Paiaguás é a administração estadual. "Está entrando numa nova fase onde vai consolidar o maior investimento público. Terá muito trabalho", diz numa referência a pacote de obras que será executado pelo Estado.

Mauro Mendes

Entre as maiores cidades, o MDB, além de Várzea Grande, concorre na Capital (Emanuel Pinheiro), em Sinop (Juarez Costa), em Alta Floresta (Robson Silva), em Primavera do Leste (Léo Bortolin) e em Tangará da Serra (Wesley Torres).  Léo e Emanuel disputam à reeleição.

Chama a atenção que partidos, que não costumam ser “protagonistas”, lançaram vários candidatos – uma parte deles devido a “onda bolsonarista” e também sob efeito da eleição suplementar ao Senado. Podemos tem 24 candidatos, Patriota tem 19 e PSC 17. Todas as siglas são de direita e têm candidatos ao Senado: José Medeiros, Coronel Fernanda e Reinaldo Morais, respectivamente. O PRTB, no qual está filiado o vice-presidente da república Hamilton Mourão, tem 15 candidatos.

Na outra ponta aparecem Novo, PCdoB e PTC, com um candidato a prefeito cada. DC, PSOL e Cidadania lançaram 3 nomes e o PV tem 4 na corrida pelo comando de prefeituras.

Nenhum “cabeça de chapa”

Enquanto muitos partidos se “esforçaram” para lançar candidatos em virtude do fim das coligações na proporcional (disputa por vagas nas Câmaras), duas legendas, Rede e PMB, não conseguiram lançar nenhum nome.

Presidente estadual da Rede, Eron Cabral, reconhece que o partido não lançou candidatos a prefeito porque já sofre os impactos da "cláusula de barreira", não tendo direito a tempo de TV e também a recursos do fundo partidário - tem direito a apenas  R$ 28.430.214,66 do eleitoral para aplicar em todo o Brasil. "O partido fez uma virada de chave e o foco agora é o Legislativo", ressalta. 

Pontua que a Rede - que participa apenas de sua terceira eleição - tem 5 senadores, mas só um federal, por isso, a ideia é fortalecer o legislativo nas eleições municipais já de olho em 2022. "Quem fez essas regras são parlamentares de grandes partidos que querem se perpetuar no poder", diz numa referência à minireforma que instituiu a cláusula de barreira.

Vices

No ranking de vices na disputa, o DEM também lidera com 48 candidatos, seguido pelo PSL que lançou 39. Já o MDB tem 34 e o PP 31. Nanicos, DC, PSOL e PTC têm, cada um, 3 postulantes a vice-prefeitos. Já Rede, PMB e Novo lançaram só 1 – veja quadro.

Partidos e candidaturas à vice

FONTE: RD News/Patrícia Sanches

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