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POLÍCIA FEDERAL

Gabinetes do Baiano Filho e outros 7 são alvos de buscas da PF na Assembleia, veja a lista

A Polícia Federal vasculhou os gabinetes para recolher documentos e computadores, cujos conteúdos podem ajudar a comprovar as acusações feitas por Silval na delação.

15/09/2017 10h30 | Atualizada em 15/09/2017 11h18

Gabinetes do Baiano Filho e outros 7 são alvos de buscas da PF na Assembleia, veja a lista

Mario Okamura

Os gabinetes de oito deputados estaduais foram alvos de busca e apreensão na Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta (14), com base na “delação monstruosa” do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Os parlamentares que receberam a visita dos agentes foram Baiano Filho (PSDB), Zé Domingos Fraga (PSD), Romoaldo Júnior (PMDB), Wagner Ramos (PSD), Oscar Bezerra (PSB), Gilmar Fabris (PSD), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), e Silvano Amaral (PMDB).

A Polícia Federal vasculhou os gabinetes para recolher documentos e computadores, cujos conteúdos podem ajudar a comprovar as acusações feitas por Silval na delação. Até os forros foram averiguados na tentativa de encontrar itens escondidos.

Baiano Filho aparece nas gravações feitas pelo ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Corrêa, cobrando o pagamento do suposto mensalinho. O dinheiro serviria para garantir apoio político na Assembleia.

Já Zé Domingos aparece no vídeo, acompanhado pelo hoje deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), guardando maços de dinheiro em caixa de papelão. Além disso, foi acusado por Silval de cobrar propina de R$ 200 mil para votar favorável às contas de governo referentes ao exercício de 2014.

Contra Romoaldo existem diversas acusações. O peemedebista teria se beneficiado do suposto mensalinho, recebido propina de obras para bancar campanhas eleitorais e intermediado a negociata para aprovação das contas de Silval, o que foi gravado pelo filho e pelo irmão do ex-governador - Rodrigo e Toninho Barbosa - que também são delatores.

Wagner também é citado por receber o suposto mensalinho e teria cobrado propina de R$ 250 mil para aprovação das contas de Silval em 2014, das quais foi relator. O parlamentar também foi gravado por Rodrigo Barbosa.

Em relação a Oscar, existe a acusação de ter cobrado propina de até R$ 15 milhões para livrar Silval do indiciamento na CPI das Obras da Copa que presidiu. O socialista é marido da prefeita de Juara Luciane Bezerra (PSB), filmada recebendo dinheiro do suposto mensalinho no período em que era deputada estadual.

Fabris também aparece em vídeo gravado por Sílvio Corrêa. Embora não apareça recebendo dinheiro, reclama que seu quinhão do mensalinho não foi pago integralmente. 

Sobre Nininho existem duas acusações. O socia-democrata teria sido beneficiário do mensalinho de Silval e pagou propina de R$ 7 milhões ao ex-governador para garantir a concessão e cobrança de pedágio da MT-130 para a empresa Morro da Mesa.

Silvano aparece na delação no apenso que aponta a extorsão para aprovação das contas de Silval no exercício de 2014. O valor exigido também teria sido de R$ 200 mil.

Os sete deputados estaduais negam as acusações de Silval. Afirmam que os esclarecimentos serão prestados à Justiça. A delação premiada foi homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, em agosto.

FONTE: RD NEWS/Jacques Gosch

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