Policia

Homem que esganou e matou ex-companheira com faca em Confresa é condenado a 16 anos de prisão

Sabendo que ela estava sozinha, ele foi até a casa da ex-companheira, e lhe esganous com as mãos e depois cortou o pescoço da vítima

04/06/2022 11h16 | Atualizada em 09/06/2022 09h55

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O nacional Gedeon Silva de Moraes foi condenado a 16 anos e oito meses de prisão por matar a ex-companheira em Confresa (MT). O julgamento foi realizado na última quarta-feira (1), na comarca de Porto Alegre do Norte. Segundo o Conselho de Sentença, foram reconhecidas qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e contra a mulher por razões da condição de sexo feminino. Foi fixado o regime fechado para cumprimento da pena, bem como negado ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em julho de 2019, no bairro Setor Vila Nova, em Confresa (a 1.135km de Cuiabá). Na época, Gedeon e Daiane Oliveira Barbosa, 20 anos, mantiveram relacionamento amoroso por aproximadamente sete meses e chegaram a morar juntos. Eles estavam separados há poucos dias devido ao comportamento agressivo dele. Inconformado com a separação e movido por “ciúme possessivo”, ele decidiu matar a vítima.

Ainda de acordo com o MP, Gedeon foi até a casa da ex-companheira, sabendo que ela estava sozinha, e apertou o pescoço dela com as mãos. Em seguida, ele pegou uma faca e cortou o pescoço da vítima, com movimento de “vai e vem”. Daiane foi a óbito devido hemorragia.

"Foi um crime gravíssimo e ontem a sociedade de Confresa e região, por meio do corpo de jurados, demonstrou que feminicidas serão punidos de acordo com a lei. A violência doméstica e familiar contra a mulher não ficará impune. A dor dos familiares e amigos de Daiane será eterna, mas espero que eles e toda a população saibam que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso está comprometido com a causa e usará todos os recursos legais disponíveis para a prevenção e também a repressão de tais atos”, afirmou a promotora de Justiça substituta da comarca de Porto Alegre do Norte, Vanessa Assis Baruffi, que atuou no júri.

FONTE: Eldorado FM com Assessoria

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