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POLÍCIA

Familiares de adolescentes cobram punição a policial militar por abuso de autoridade, agressões físicas em São Félix do Araguaia

O policial militar que estava à paisana perseguiu e capturou os adolescentes que pilotavam três motocicletas

19/06/2019 08h28 | Atualizada em 19/06/2019 08h52

Familiares de adolescentes cobram punição a policial militar por abuso de autoridade, agressões físicas em São Félix do Araguaia

Reprodução

O Repórter do Araguaia foi procurado, por familiares dos  menores de São Félix do Araguaia - MT, eles, denunciaram que foram espancados pelo policial militar Jackson Rodrigues Mendes (Mendes). De acordo com os adolescentes, a ação policial ocorreu no dia 09 de junho na rodovia estadual MT-100 que liga São Félix a Novo Santo Antônio, quando o policial militar que estava à paisana perseguiu e capturou os adolescentes que pilotavam três motocicletas, ambos não possuíam habilitação.

Segundo um dos adolescentes próximo do Aterrinho, ao diminuir velocidade para entrar na ponte, foi subitamente abordado pelo policial Mendes, que saiu do mato. Já ao abordá-lo Mendes desferiu-lhe um chute que derrubou na da motocicleta, sendo que caiu no barranco. Após deitado no solo, seguro por Mendes, outro policial já chegou e o algemou com as mãos para trás, enquanto Mendes já passou a agredi-lo, desferindo o cano da pistola nas costas, nuca e cabeça do adolescente, que, infelizmente, estava de capacete. Suas costas e nuca ficaram com marcas claras do cano da pistola. O adolescente afirma que, além da dor dos golpes, sentiu muito medo de pistola disparar, pois Mendes aparentava estar embriagado agindo como um louco.

Enquanto um dos adolescentes menores era abordado, os outros dois adolescentes com as iniciais, J. P.A. C.e M. A. P., também ao passarem pelo local foram também abordados, deitados no chão e presenciaram toda agressão contra um os menores. O policial Mendes, perguntou o nome de um dos menores abordado, e G. C. P. falou o seu, de acordo com as informações dos menores, o policial passou agredi-lo, desferindo a arma na cabeça, e xingava muito, dizendo que o menor encarava na rua, que ficava junto com pessoas nesta cidade, falando mal dele.

Após a checagem da motocicleta e verificar que uma constava restrições de roubo/furto,  Mendes correu, como se estivesse comemorando e pulou sobre as costas de G. C. P. comemorando como se tivesse vencido o Oscar. Durante todo o tempo, Mendes o acusado de roubo, perguntava por drogas.

Apenas quando chegou a viatura da polícia civil é que Mendes parou de agredir os dois menores B. e Breno e G. C. P. Ainda de acordo os adolescentes, os policiais que estavam de serviço, na viatura, e que participaram da abordagem, bem como presenciaram as agressões efetuadas por Mendes e nada fizeram, foram Lucas Alan de Souza e SD PM Nicolas. Esses policiais mantiveram distância, enquanto Mendes, sem farda e aparentando embriaguez, tomava dianteira em interrogar e ameaçar os abordados, apenas concordando com o que Mendes fazia, parecendo ter receio de intervir.

Apesar dos adolescentes estarem errados, não justifica o policial ter gritado, agredido ou xingado, os adolescentes com palavras de baixo calão, pois houve abuso de poder, pois todo direito se faz acompanhar de um dever, que é o de se exercer perseguindo a harmonia das atividades. O caso dos autos revela exageros na conduta policial. Depois de abordar os adolescentes, o policial militar envolvido passou a submetê-lo a constrangimento excessivo e desnecessário, destemperado por nervosismo; causando alarde injustificável; exprimindo em alta voz juízo de valor negativo a respeito do autor; determinando que calasse a boca, sob a ameaça de prendê-lo. O policial durante a revista deve te tratar com respeito. Qualquer pessoa que se aproximar durante a abordagem para saber o que está acontecendo também deve ser respeitada.

Não se ameaça fazer prisão em flagrante: OU SE FAZ OU NÃO SE FAZ, desde que constatada crepitante alguma conduta possivelmente típica. O cidadão tem o direito de defender-se verbalmente, desde que o faça também com civilidade e Educação, no momento da atividade policial, sem atrapalhar seu desenvolvimento fático. Não cabe ao policial exprimir qualquer juízo de valor, ainda que sugestivamente, para concluir açodadamente a respeito da pessoa ou do evento possivelmente típico; ainda mais policial militar que possui atividade meramente ostensiva e não investigativa. Seu desiderato restringe-se ao encaminhamento da ocorrência para a polícia judiciária. Somente depois, compete à autoridade policial civil formalizar prisão em flagrante e nota de culpa, havendo o indiciamento claro do envolvido.

O Jornal atendendo ao pedido do Policial Mendes, que segundo um dos adolescentes e funcionário do Jornal “O Repórter do Araguaia”, M.A.P., disse que o Policial ao perguntar aonde trabalhava, quando informou que era funcionário do jornal o policial direcionou palavras de baixo calão a equipe do Jornal, e disse ao nosso funcionário que pedisse que fizéssemos uma matéria narrando o acontecido. Prontamente eu Vanessa Lima, atendi o seu pedido. O Jornal sempre respeitou o trabalho da Policia Militar e Civil, tenho certeza que o Comandante da 2ª Companhia da  Polícia Militar de São Félix do Araguaia; Tenente Marcelo de Oliveira Conde não compactua com atitudes como essas, pelo excelente trabalho que vem prestando ao município, digno de elogios e aplausos.

A mãe do garoto G. C. P. de 16 anos Sra. Elma Perez do Carmo, procurou e comunicou o caso a Promotoria de Justiça de São Félix do Araguaia; Aurino Santana da Costa,  denunciou junto a Policia Judiciária Civil de São Félix do Araguaia, usou a palavra livre na Câmara de vereadores e espera que os policiais sejam punidos.

FONTE: O Repórter do Araguaia

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