PUBLICIDADE
SAÚDE

Sexualmente Transmissível: em 1 ano, casos de sífilis aumentam 227% em Confresa

Essa reportagem faz parte de uma série de matérias sobre infecções sexualmente transmissíveis.

24/10/2018 10h37 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Sexualmente Transmissível: em 1 ano, casos de sífilis aumentam 227% em Confresa

Reprodução

A Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), antes conhecidas como DST’s, são um mal que ainda acomete parcelas da população, visto que são transmitidas via contato sanguíneo e/ou sexual sem camisinha, seja ele vaginal, anal ou oral.

Dentre essas infecções, está a sífilis, uma doença causada pela bactéria reponema pallidum, e provoca feridas e manchas nas mãos e pés. A doença apresenta fases, na sífilis primária, que ocorre cerca de três ou quatro dias após o contágio, formam-se feridas indolores no local da infecção, que via de regra, se formam na região genital. Porém, essas escoriações somem em até dez dias.

A secundária aparece após duas à oito semanas das primeiras feridas sumirem. Nesta fase, o paciente geralmente apresenta vermelhidão pelo corpo, coceira e aparecimento de ínguas. Surgem também sintomas como febre e dor de garganta.

A sífilis terciária é a mais difícil de se detectar, isso pois começa a atacar os órgãos internos e causa doenças psiquiátricas, alterações neurológicas, insuficiência de órgãos, entre outros problemas mais graves.

Existe também a sífilis congênita, esta é quando a mãe que tem a infecção passa para o filho por meio da placenta ou durante o parto. A criança pode não apresentar sintoma algum de início, porém, pode desenvolver deformidades em alguns membros ou órgãos com o tempo.

A infecção tem tratamento que é feito à base de penicilina, um antibiótico eficaz no combate à bactéria, mas outros medicamentos também são indicados, como Benzetacil, Ciproflaxacino e Eritromicina. Existe ainda a possibilidade de cura, caso o tratamento seja feito o mais cedo possível e corretamente pelo paciente e equipe médica.

No Brasil, em relação ao ano de 2016, houve um crescimento da disseminação da doença. Os casos aumentaram em 28% no ano de 2017. Na realidade de Confresa, o índice é ainda mais preocupante: conforme levantamento feito pelo Olhar Alerta em 2016, haviam 22 notificações de casos confirmados no município, em 2017, o número de novas notificações foi de 50, ou seja, houve um aumento de 227% de pessoas infectadas com a bactéria. Em gestantes, o acréscimo foi de 157%, de 7 casos confirmados em 2016, em 2017 os novos casos subiram para 11.

É extremamente importante que as pessoas que tenham tido contato sexual sem o uso de preservativos, ou que tenham tido alguns dos sintomas informados nos últimos tempos, façam testes, eles são gratuitos, totalmente sigilosos e podem ser feitos em qualquer unidade básica de saúde do município. Quanto mais cedo for detectado, maiores são as chances de cura.

É extremamente importante que as pessoas que tenham tido contato sexual sem o uso de preservativos, ou que tenham tido alguns dos sintomas informados nos últimos tempos, façam testes, eles são gratuitos, totalmente sigilosos e podem ser feitos em qualquer unidade básica de saúde do município. Quanto mais cedo for detectado, maiores são as chances de cura.

FONTE: Olhar Alerta

Comente, sua opinião é Importante!

PUBLICIDADE