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ALERTA

Produtores rurais encontram macacos mortos no Araguaia e temem febre amarela

A Secretaria de Saúde de Santa Terezinha esteve com uma equipe da vigilância sanitária visitando o local.

Eldorado.fm

Redação

11/01/2018 12h40 | Atualizada em 11/01/2018 13h17 3.395 acessos 2 comentarios

Produtores rurais encontram macacos mortos no Araguaia e temem febre amarela

Reprodução

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Moradores do Assentamento Carlos Pericioli, zona rural do município de Santa Terezinha (135 km de Vila Rica), estão preocupados com o risco de contágio por febre amarela depois que macacos foram encontrados mortos na região nos últimos dias.

A Secretaria de Saúde de Santa Terezinha esteve com uma equipe da vigilância sanitária visitando o assentamento na quarta-feira, 10 de janeiro, e segundo relatos de um morador do local, aproximadamente 8 macacos foram vistos mortos já em avançado estado de decomposição, em uma região de mata. Há relatos de que outros moradores também teriam visto alguns primatas mortos na região.

"Nós estivemos no local, mas não vimos nenhum macaco morto. Os moradores relataram que os animais foram encontrados mortos há umas 3 semanas em uma área de mata distante do assentamento e possivelmente encontraríamos somente os ossos", relatou o Secretário Ailton Galeno.

Ainda de acordo com Ailton, medidas preventivas serão realizadas nos próximos dias pela Secretaria de Saúde. “Nós iremos realizar o reforço da vacinação contra a febre amarela na região, nós não encontramos os macacos mortos, mas estamos de sobreaviso devido os relatos dos moradores e pelo fato de nossa equipe ter encontrado no assentamento o mosquito transmissor da febre amarela”.

É importante ressaltar que não há motivo para a população ficar alarmada devido não ter nada constatado, a população pode ficar despreocupada. Nós iremos continuar monitorando a área e se caso venha ser encontrado mais algum animal morto na região iremos realizar os procedimentos necessários e encaminhar para análise em laboratório, concluiu o Secretário.

Surto no Brasil

O Ministério da Saúde considera que o surto de febre amarela que atingiu o Brasil em 2017 - o maior com número de casos em humanos desde 1980 - acabou no último mês de julho.

Entre dezembro de 2016 e julho de 2017, foram confirmados 777 casos e 261 mortes pela doença no país. Em agosto, o governo federal deu o surto como encerrado.

Desde então, 11 novos casos foram confirmados - oito em São Paulo, um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal. Quatro pessoas morreram e outros 92 casos estão em investigação. Também foram confirmados 358 epizootias (casos em macacos).

Vetor

A febre amarela silvestre é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que costumam viver em copas de árvores. Por isso, os macacos são os principais atingidos pelos mosquitos.

Transmissão

A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano.

Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.

Como reconhecer a doença e se proteger

A febre amarela causa sintomas como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações. Em sua fase mais grave, pode causar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e levar à morte.

Para evitar a doença, o Ministério recomenda usar repelente em crianças a partir de 2 meses de idade e evitar usar perfume em áreas de mata.

Caso seja necessário viajar a áreas com registros da doença - ou mesmo frequentar parques onde houve morte de macacos por suspeita do vírus - tomar a vacina pelo menos dez dias antes da viagem.

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2 COMENTÁRIOS

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  1. Que coisa hein!!!!!!

  2. Vixiii, preocupante isso aí.. tem que ser apurado é questão de saúde pública

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