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Hospital de Confresa conta com doações de moradores e suspende 70% das cirurgias

As cirurgias eletivas estão suspensas há cerca de 15 dias no hospital de Confresa.

08/11/2017 17h27 | Atualizada em 08/11/2017 17h45 283 acessos

Hospital de Confresa conta com doações de moradores e suspende 70% das cirurgias

Reprodução

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Tem aproximadamente 15 dias que o hospital municipal de Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, não realiza cirurgias eletivas, que representam 70% dos procedimentos cirúrgicos feitos na unidade, por falta de recursos. O prefeito Ronio Condão (PSDB) afirmou que desde julho o governo do estado não repassa verba para a saúde do município. A Secretaria de Saúde do estado foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre os atrasos.

Segundo ele, os repasses em atraso passam de R$ 4 milhões. Com quatro meses sem receber repasse do estado e sem dinheiro para manter os atendimentos, só continuam sendo realizadas as cirurgias de urgência e emergência.

Para o prefeito, a saúde do município vive o seu pior momento, tanto que o hospital está contando com doações dos moradores para manter parte do atendimento. "Chegamos ao ápice da dificuldade financeira e tivemos que compartilhar com os moradores a situação da saúde e as pessoas começaram a ajudar", contou Ronio Condão.

Foram doados insumos básicos, como gaze, esparadrapo, soro, seringas e luvas. Mas, de acordo com o prefeito, medicamentos estão em falta na unidade.

O hospital municipal, quando em funcionamento normal, realiza uma média de 90 a 110 partos mensais, além mais de cirurgias mensais. Com a suspensão recente, foram cortadas 190 cirurgias eletivas.

Segundo o prefeito, a unidade é referência em atendimento de saúde na região devido à distância de grandes cidades. "O hospital atende a população de toda a região. Presta atendimento a mais de sete municípios", disse.

O custo médio mensal do hospital é de aproximadamente R$ 900 mil, sendo que boa parte é destinada ao pagamento da folha de pessoal. São quase 100 funcionários.

Leilão para medicação

Para tentar arrecadar dinheiro e comprar medicamentos para o hospital, o prefeito informou que pretende realizar um leilão. "Vamos falar com os agricultores para doarem vacas e ajudar o município a comprar medicamentos", afirmou. No entanto, o leilão ainda não tem data para ser realizado.

Ato pró-saúde

A situação da saúde também é grave em outros municípios do estado. Contra a falta de repasses para hospitais regionais de Sinop, Sorriso e Colíder, prefeitos de, pelo menos, cinco municípios fizeram um protesto na terça-feira (7), em frente ao Hospital Regional de Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Durante o ato, os prefeitos e os servidores fecharam uma rua em frente para cobrar a regularização dos repasses.

FONTE: G1 MT/Pollyana Araújo

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