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MATO GROSSO

Secretaria e Indea debatem possíveis impactos em MT da operação Carne Fraca

Na reunião ficou definido um novo encontro na próxima semana com todo o setor para tratar das ações pertinentes.

18/03/2017 12h01 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Secretaria e Indea debatem possíveis impactos em MT da operação Carne Fraca

Foto: Ilustrativa

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec) informou, há pouco, em nota, que realizou uma reunião emergencial nesta sexta-feira para discutir os possíveis impactos, em Mato Grosso, da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal. A reunião teve a presença de representantes do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) e do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) e ficou definido um novo encontro na próxima semana com todo o setor para tratar das ações pertinentes que devem ser tomadas para a preservação dos mercados internacionais.

A Sedec reafirma a relação de parceria, de confiança e respeito pelo trabalho desenvolvido pela Superintendência Federal de Agricultura no Estado de Mato Grosso (SFA-MT/MAPA), inclusive cooperando com o trabalho por meio do Indea-MT, acompanhando de perto as questões que envolvem a inspeção de origem animal no Estado.

A secretaria ressalta também que os reais impactos ainda não podem ser totalmente avaliados, pois dependem da postura dos países compradores da carne brasileira.

O Ministério da Agricultura afastou 33 servidores investigados na operação e interditou três frigoríficos. Nenhuma unidade em Mato Grosso é investigada.  As intervenções ocorreram no frigorífico da BRF de Mineiros (GO), de abate de frangos, e nas unidades da Pessin em Jaraguá do Sul (SC) e em Curitiba (PR), que produzem embutidos (mortadela e salsicha).

Em relação aos servidores, estão sendo abertos processos administrativos. “Cabe ressaltar que há processos que foram abertos já no passado, em fase de investigação, e que estamos dando todo o suporte à PF”, ressaltou o secretário executivo do ministério, Eumar Novacki.  As primeiras denúncias do caso divulgado hoje ocorreram há quase sete anos e, há dois anos, foram iniciadas as investigações culminado com as prisões e conduções coercitivas”, acrescentou.

A Polícia Federal informou que as superintendências Regionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Paraná, Minas Gerais e Goiás, do ministério, "atuavam diretamente para proteger grupos empresariais, em detrimento do interesse público. Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva.

Dentre as ilegalidades praticadas no âmbito do setor público, denota-se a remoção de agentes públicos, com desvio de finalidade para atender interesses dos grupos empresariais. Tal conduta permitia a continuidade delitiva de frigoríficos e empresas do ramo alimentício que operavam em total desrespeito à legislação vigente. Foram cumpridos 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão, em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas.

FONTE: Só Notícias

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