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Cidades

Autoridades e produtores rurais discutem propostas para Zoneamento do Vale do Araguaia

Conforme os produtores, a atual proposta do governo pode afetar a liberação de licenças ambientais para a atividade agropecuária

31/01/2021 10h05 | Atualizada em 03/02/2021 13h24

Produtores rurais se reuniram na ultima quinta-feira (28/01) para discutir o Zoneamento Socioeconômico Ecológico de Mato Grosso (ZSEE), em especial dos municípios que compõem o Vale do Araguaia.

Além dos produtores, o encontro reuniu no Sindicato Rural de Cocalinho lideranças políticas do legislativo e executivo municipal de Canarana, Querência, Ribeirão Cascalheira, Luciara, Água Boa e Cocalinho, assim como o deputado estadual Dr. Eugênio e lideranças do agro. Pelo Google Meet participaram a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e representantes dos sindicatos rurais de São Félix do Araguaia e Água Boa.

O governo do estado, por meio da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), iniciou no dia 18 de janeiro a primeira consulta pública da proposta de Zoneamento de Mato Grosso, fato que causou preocupação aos produtores rurais do Vale do Araguaia e da sociedade em geral. O prazo final da consulta proposta pelo Conselho Estadual de Zoneamento é 16 de fevereiro de 2021.

Conforme os produtores, a atual proposta do governo pode afetar a liberação de licenças ambientais para a atividade agropecuária. Para eles, a efetivação do plano de áreas alagadas pode prejudicar a economia dos municípios do Araguaia.

No Vale do Araguaia, 17 municípios que atualmente compõem áreas de uso restrito (Ambiente Pantaneiro), se for efetivado o ZSEE, boa parte destas áreas será indicada para criação de unidade conservação. Trazendo ainda mais prejuízo aos produtores rurais e sociedade em geral desses municípios.

Para o presidente do Sindicato Rural de Cocalinho, Aparecido Sterza, a proposta do governo vai inviabilizar a economia e as atividades agrícola e pecuária na região. Ele acredita que os prejuízos serão imediatos nos 17 municípios.Sterza acredita que Cocalinho será o município mais afetado, já que mais de 1,6 milhão de hectares de área está dentro das áreas úmidas.

A Famato teve uma importante participação na reunião, apresentou um estudo com as características da região, impactos, dados científicos e técnicos que contribuíram para esclarecer dúvidas e agregar na construção de uma proposta específica para a região. A apresentação foi feita pela gestora do Núcleo Técnico, Lucélia Avi.

O presidente do Sistema Famato, Normando Corral, após a apresentação e depois de ouvir o posicionamento do setor sobre o assunto, fez uma explanação da atuação da Famato, desde 2006, com os poderes do Executivo e Legislativo e ainda manteve o apoio ao Vale do Araguaia. “Façam da Famato a extensão do setor produtivo rural do Vale do Araguaia. Estamos aqui para atender o produtor rural. Trabalhamos para que possamos continuar fazendo o que fazemos de melhor, que é produzir não só em quantidade como também em qualidade”.

Segundo Corral, a Famato tem técnicos capacitados, com conhecimento de causa, acompanhando as discussões, realizando estudos, levando dados e ouvindo a realidade do produtor, por região, de acordo com suas particularidades.

O diretor de Relações Institucionais da Famato, José Luiz Fidelis, anunciou que nos próximos dias o Fórum Agro deve promover uma reunião com o legislativo estadual e entidades do agronegócio, indústria e comércio do estado para discutir os impactos do Zoneamento para Mato Grosso. “Se for efetivada uma proposta de zoneamento que não condiz com a realidade e as particularidades de cada município, a crise econômica vai chegar não somente para o setor produtivo rural, mas para todos os setores e serão sentidos pela sociedade em geral”, pontuou.

FONTE: Radio Eldorado FM 87, 9 com Assessoria

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