PUBLICIDADE
COVID-19

Secretário de Saúde evita “futurologia” e descarta hospitais de campanha em MT

Gilberto Figueiredo esperará caso número 50 para fazer estimativas sobre evolução.

01/04/2020 15h35 | Atualizada em 01/04/2020 15h43

Secretário de Saúde evita “futurologia” e descarta hospitais de campanha em MT

Reprodução

O secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo declarou que o Estado não trabalhará com “futurologia” a respeito do número necessários de leitos para atender a evolução dos casos do novo coronavírus (Covid-19) em Mato Grosso.

Ele ainda descartou momentaneamente a opção por hospitais de campanha para ampliar essa capacidade de atendimento e afirmou que o quatro atual de leitos é o suficiente para o momento.

“Não vamos fazer futurologia. Não vamos desenhar nenhum cenário antes de chegarmos ao caso número 50, que é o número base para que a gente possa, efetivamente, jogar todas as condicionantes necessárias e traçar um possível cenário ao Estado de Mato Grosso”, declarou o secretário.

Conforme nota informativa divulgada na terça-feira (31), há 25 casos confirmados da Covid-19 no Estado. Os casos estão distribuídos em Cuiabá (18), Rondonópolis (4), Várzea Grande (2) e Nova Monte Verde (1). Desse grupo, oito estão hospitalizados, sendo quatro em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e quatro em leitos de enfermaria.

“O número de UTIs que temos no momento é o suficiente. Não temos nenhum caso ainda de paciente confirmado demandando por uma Unidade de Terapia Intensiva do Sistema Único de Saúde (SUS). A maioria dos casos estão internados em hospitais privados, mas o número de leitos que temos nesse momento é considerado bom para atender os requisitos”, disse.

O secretário informou que os hospitais Júlio Müller e Santa Casa estão em condições de atender pacientes infectados com o novo coronavírus, ressaltando a ampliação do Hospital Metropolitano e a adequação final de todos os hospitais regionais.

“Estamos em fase final para que a gente possa ampliar de forma substancial, com mais 100 leitos de UTI e 513 leitos clínicos com os hospitais regionais e ainda ampliar essa capacidade com a as contratações que faremos na rede privada de assistência hospitalar”, ressaltou.

Questionado quanto à possibilidade de construção de hospitais temporários, as chamadas unidades de campanha, Figueiredo descartou momentaneamente essa possibilidade.

“Não existe ideia de fazer hospitais de campanha, pois nenhum hospital de campanha neste momento seria útil para nós, porque há uma impossibilidade mercadológica em adquirir equipamentos para suprir essas instalações. Um leito para atender a resolutividade do paciente de Covid-19 não pode ser apenas uma cama, precisa de respirador, precisa de acesso a fonte de oxigênio, enfim, precisa de uma infraestrutura capaz de ter resolutividade”.

“Vamos buscar suprir a nossa necessidade, além da instalada no Governo do Estado e nos hospitais públicos com contratos, vamos contratar leitos de unidades privadas. Devemos publicar uma portaria para que os hospitais privados que tenham disponibilidade de leitos de UTI e leitos clínicos com características para atendimento exclusivo para paciente com Covid-19. Esses hospitais vão poder firmar contrato com o Governo do Estado e assim vamos ampliar de forma significativa nossa capacidade de atendimento”, complementou.

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus.

A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

- Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;

- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

- Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

FONTE: MidiaNews/BRUNO GARCIA

Comente, sua opinião é Importante!

PUBLICIDADE