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PANDEMIA FINANCEIRA

Mato Grosso prevê queda de 30% na arrecadação e admite atrasar salários

Mauro afirma que fará esforço para que salários sejam pagos até dia 10.

24/03/2020 18h54 | Atualizada em 24/03/2020 19h00

Mato Grosso prevê queda de 30% na arrecadação e admite atrasar salários

ilustrativa

O governador Mauro Mendes (DEM) admitiu em entrevista à TVCA nesta terça-feira (24) que é provável um atraso no pagamento dos servidores públicos do Estado no mês de abril por força da baixa na arrecadação trazida pela redução das atividades econômicas e no recolhimento dos impostos entre “20% e 30% no fim deste mês”. “Tomara que isso não aconteça, mas essa é a previsão. Olha a quantidade de carro que tá andando na rua. Se vai andar menos carro, vai entrar menos dinheiro do ICMS do combustível; se as empresas param, há menos energia elétrica, e isso significa novamente menos ICMS desse setor. Sem dinheiro, como é que a gente paga em dia?”, argumentou.

O chefe do Executivo afirmou ainda que o mesmo vale para a iniciativa privada e seus trabalhadores e por isso pediu compreensão aos público, lembrando que a dificuldade do momento é para todos, em especial aos autônomos, garçons e diaristas, por exemplo, que vão provavelmente viver dificuldades ainda maiores. “A minha vontade é pagar todo mundo, minha vontade é liberar todo mundo de pagar ICMS, agora, como vou pagar salário se não entra dinheiro no Estado? Meu desejo é pagar todo mundo, vamos torcer para que o dinheiro que entra no governo permita isso”, resumiu.

Questionado se a redução das verbas indenizatórias, como a aprovada recentemente para subsecretários e comissionados em cargos de diretoria e assessoramento, minimizou o impacto financeiro da medida. “Claro tem uma série de medidas estão sendo avaliadas, mas os cargos comissionados do governo são muito poucos, 70% são ocupados por servidores de carreira, como se fala pra um servidor ser gerente de unidade, assumir responsabilidade, trabalhar mais, fazer hora extra, mas ninguém vai ganhar mais nenhum centavo por isso? Aí ninguém assume os cargos. Às vezes as pessoas criam uns mitos, mas isso representa menos de 3% daquilo que o governo gasta, é muito pouco”, ponderou, garantindo que irá manter o resultado de 2019, quando o Estado arrecadou mais do que gastou.

“Vamos fazer todo tipo de economia possível pra priorizar investimento na saúde, remédio, gastos adicionais. Estamos fazendo um chamamento público para contratar profissionais da saúde de vários locais de Mato Grosso, enfermeiros, para serem contratados emergencialmente para atender a emergência na saúde se necessário. Vamos usar de prevenção, porque quanto mais prevenirmos, menores serão as consequências na saúde e na economia”.

Mendes encerrou dizendo que está apenas esperando o governo federal anunciar medidas de contingência para ele poder anunciar quais tomará relacionadas aos impostos. “IPVA de março em abril, inicialmente, e estamos estudando postergações para micro e pequenas empresas para liberar o ICMS. Estamos tendo essa sensibilidade, porque os microempreendedores individuais são pessoas que trabalham num dia para no outro comprar comida. Como vão fazer isso com as pessoas em casa? Temos que ter muita cautela para minimizar os efeitos na saúde e também as consequências econômicas da pandemia”.

Por fim, conclamou os servidores públicos a terem pensamento coletivo no momento difícil atravessado por todos e compreensão do porquê mantém algumas das rotinas dos trabalhadores estatais. “Vamos trabalhar pra tomar decisões corretas e minimizar esse impacto. Também por isso eu falo pros servidores que precisamos continuar trabalhando, mesmo que seja em sistema de revezamento, porque se todos eles pararem, quem vai fazer folha de pagamento, por exemplo? Quem vai cuidar das finanças na Sefaz?”, perguntou.

FONTE: Folha Max

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