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POLITEC

Candidatos denunciam irregularidades em Mato Grosso

Os candidatos estão colhendo assinatura num abaixo-assinado que será levado ao Ministério Público para conseguir o direito de refazer a prova.

27/06/2017 15h06 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Candidatos denunciam irregularidades em Mato Grosso

Ilustrativa

Candidatos do concurso público da Perícia Técnica de Mato Grosso (Politec), que ocorreu no dia 21 de maio, denunciam supostas irregularidades no certame. Isso porque, 40% foram dos cerca de 400 aprovados na primeira fase, foram reprovados na avaliação psicológica. Os candidatos estão colhendo assinatura num abaixo-assinado que será levado ao Ministério Público para conseguir o direito de refazer a prova. 

A avaliação psicológica que ocorreu no dia 18 foi o motivo da reclamação dos reprovados. Eles alegam a falta de despreparo dos aplicadores. As falhas da banca iniciaram, segundo os candidatos, com a publicação do edital que não especificou informações sobre a metodologia e avaliação do teste. 

O exame psicotécnico consistiu em três testes: o primeiro teste D-70 Teste de Inteligência Não Verbal; o segundo teste de Atenção Concentrada – D2; o terceiro teste relacionada a personalidade o BFP - Bateria fatorial de personalidade. Os testes foram administrados coletivamente durante período de três horas em dependências da Universidade Federal do Mato Grosso. 

Dentre as principais irregularidades está a falta de padronização na aplicação dos testes entre as salas. Em algumas salas, os candidatos foram liberados para ir ao banheiro durante os intervalos dos testes, e em outras salas os candidatos não foram liberados em nenhum momento de aplicação do teste. Também ocorreram irregularidades na entrega dos laudos durante as entrevistas devolutivas. Alguns laudos continham informações erradas sobre o resultado de alguns candidatos. Do mesmo modo, foram informadas diferentes notas de cortes para os candidatos. 

Uma candidata que preferiu não se identificar confirma que ocorreram muitas divergências entre as salas quanto à condução dos testes. Ela que tem um vasto currículo até com pós-doutorado também foi reprovada. “Os psicólogos aplicadores não deixaram claro como seria realizado os testes antes de dar início. Infelizmente muitas pessoas foram prejudicadas e seria uma hipocrisia afirmar que através destes testes candidatos são mais ou menos aptos a dois cargos tão importantes e difíceis do sistema se segurança pública do estado”, disse a candidata. 

Segundo ela houve erro de correção de testes e pessoas não aptas ficaram aptas após a vista de prova. Há pessoas que foram muito bem na fase objetiva e foram eliminadas pelo psicotécnico. “Não estamos questionando os testes, pois estes são convalidados apesar de que na prática o perfil profissional que ele tende a selecionar não pode ser considerado o melhor para os cargos (exemplo pessoas de exatas terem mais êxito, pessoas mais jovens e do sexo masculino)”, afirma. 

Em nota a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) informou que não foi oficializada e, de acordo com o edital do concurso público, a interposição de recursos contra resultado na avaliação psicológica teve início na segunda (26) e se encerra hoje (27), às 18h. 

FONTE: FOLHA MAX

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