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SAÚDE

Estado tem deficit de 238 mil doses da vacina pentavalente

Último envio para o Estado ocorreu em outubro do ano passado, quando foram recebidas 13 mil vacinas.

13/01/2020 09h34 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Estado tem deficit de 238 mil doses da vacina pentavalente

Reprodução

Até a próxima terça-feira (14), Mato Grosso receberá 38 mil doses da vacina pentavalente. Apesar de expressivo, número está longe de ser suficiente para regularizar a demanda do Estado, que é de 30 mil doses ao mês. Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES), durante todo o ano de 2019, os envios foram irregulares por parte do Ministério da Saúde (MS) e das 360 mil vacinas que deveriam ser encaminhadas para Mato Grosso, apenas 121.962 foram recebidas.

Isso significa um deficit de pouco mais de 238 mil doses da pentavalente. Último envio para o Estado ocorreu em outubro do ano passado, quando foram recebidas 13 mil vacinas. De acordo com a SES, nesta sextafeira (10), 19 mil doses já estarão disponíveis para distribuição aos Escritórios Regionais de Saúde e municípios da Baixada Cuiabana, conforme a meta de vacinação mensal. Na próxima semana, o mesmo quantitativo deve chegar e a medida de distribuição será a mesma.

Até dezembro do ano passado os estoques de todo o Estado estavam irregulares, já que o último recebimento da vacina pentavalente ocorreu no dia 24 de outubro. Antes disso, a Gerência do Programa Estadual de Imunização da SES havia recebido 6,5 mil doses.

A atendente Maria Paula Muniz, 25, mãe da pequena Maria Luiza, de 2 meses, esteve no posto de saúde e não conseguiu imunizar a filha. Foi informada pela enfermeira da unidade que não havia previsão de normalização da dose. “Fiquei muito preocupada, porque pesquisei na rede privada e estão cobrando R$ 300. É um dinheiro que não tenho, o que me deixa mais angustiada, pois sei que a minha filha precisa se vacinar”.

A médica infectologista Isabel Cristina Lopes dos Santos explica que a imunização que a pentavalente proporciona para crianças é de extrema importância. A dose garante a proteção contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo B.

A especialista exemplifica a gravidade usando um caso de uma criança que adquira a coqueluche, uma doença respiratória, que pode levar o bebê para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Isso porque, a doença atinge o sistema respiratório e é altamente contagiosa. Segundo Santos, assim como a coqueluche, as demais patologias que podem ser prevenidas com a aplicação da pentavalente, são altamente perigosas para a vida de crianças menores de um ano de idade.

O esquema vacinal prevê 3 doses da vacina pentavalente, que são aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade. A orientação do MS é que os municípios regularizem a caderneta de vacinação das crianças assim que os estoques estiverem normalizados. Porém, o órgão não soube informar quando essa regularização acontecerá.

A SES esclarece que, mesmo com o envio gradativo das doses, o atraso acarretou na concentração de uma grande demanda reprimida e ainda não será possível atender todo público alvo.

FONTE: Gazeta Digital/Elayne Mendes

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