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MUDANÇA

Governo de MT anuncia troca de comando da PM após vazamento de mandados de prisão

Coronel Marcos Cunha substituirá o também coronel Jorge Luiz Magalhães, que está no cargo há seis meses. Prisões de coronéis foram determinadas pela Justiça.

24/06/2017 10h21 | Atualizada em 24/06/2017 11h38

Governo de MT anuncia troca de comando da PM após vazamento de mandados de prisão

Gcom-MT

A troca do comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso foi anunciada pelo governo nesta sexta-feira (23) após o vazamento de dois mandados de prisão contra coronéis da instituição, que ocupam cargos no primeiro escalão da atual administração. O substituto do coronel Jorge Luiz Magalhães já foi escolhido. O governo alega, no entanto, que a mudança será feita para atender a critérios técnicos.

A posse do coronel Marcos Vieira da Cunha, que é secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), no cargo está marcada para a próxima segunda-feira (26), em cerimônia no Comando Geral da PM.

Cunha será o 4º a ocupar o posto em dois anos e meio do governo Pedro Taques (PSDB). O primeiro a assumir o cargo foi o coronel Zaqueu Barbosa, que foi preso no dia 23 de maio, após o esquema de grampos na Polícia Militar vir à tona.

Os dois militares alvos dos mandados de prisão teriam relação com essas interceptações clandestinas de telefones de políticos, jornalistas, advogados, médicos, empresários e servidores públicos.

O governo não confirmou as prisões dos coronéis. A decisão determinando as prisões partiu do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Perri comanda as investigações sobre as escutas clandestinas operadas pela Polícia Miliar de Mato Grosso entre os anos de 2014 e 2015.

Zaqueu passou exatamente um ano na função, de janeiro de 2015 a janeiro de 2016. Foi substituído pelo coronel Gley Alves de Almeida Castro, que ficou até dezembro passado no Comando da PM. A saída dele do cargo se deu exatamente um dia após a explosão de um caixa eletrônico dentro do quartel do Comando-Geral da PM em Cuiabá. À época, o governo não informou se a mudança tinha relação com o caso.

No lugar dele assumiu o atual comandante-geral, Jorge Luiz Magalhães, em dezembro passado. Agora, é a vez dele deixar o cargo.

Central clandestina

Em depoimento à Corregedoria da PM, a sargento da Polícia Militar Andrea Pereira de Moura Cardoso, confirmou a existência de uma central de interceptações fora do Comando Geral da PM e disse ter executado o serviço para cumprir ordens dos seus superiores e citou os nomes dos coroneis Zaqueu Barbosa, ex-comandante da PM, e Airton Siqueira, atual secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos.

No início, as escutas eram feitas em um apartamento no Centro de Cuiabá, nas proximidades do Museu da Caixa D'Água Velha. O local tinha dois quartos que eram usados pelos PMs para os trabalhos. No cômodo em que Andrea ficava havia dois computadores, fones de ouvido e um aparelho que parecia ser uma CPU grande, segundo a policial. No outro quarto, com armários e cerca de 15 aparelhos celulares ligados a um computador, quem ficava era o cabo Gerson Ferreira, que também está preso há um mês.

FONTE: G1 MT

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