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ALTO XINGU

Escolas indígenas realizam gincana para reforçar o aprendizado de matemática no Xingu

O foco da competição foi trabalhar a ciência exata, através da matemática básica, além de estimular o estudo e aprimoramento de atividades como cálculos e matemática simples.

29/11/2019 12h10 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00 1 comentario

Escolas indígenas realizam gincana para reforçar o aprendizado de matemática no Xingu

Divulgação

Ao menos 40 alunos do ensino médio das escolas indígenas das aldeias Tanguro, ParaÍso e Afukuri participaram da 1ª Gincana de Matemática do Alto Xingu. A competição ocorreu no domingo (17.11) na aldeia Afukuri, e contou com o apoio das lideranças indígenas que incentivaram os seus estudantes. Com a ajuda de comerciantes do município de Querência (a 945 quilômetros a nordeste da Capital), próximo da aldeia, os organizadores conseguiram alguns brindes  que foram sorteados para os alunos, além de alimentação e combustível para o deslocamento dos estudantes o evento .  

Segundo o professor de matemática Douglas Wiliam Pereira, um dos organizadores da gincana, o foco da competição foi trabalhar a ciência exata, através da matemática básica, além de estimular o estudo e aprimoramento de atividades como cálculos e matemática simples.

“O resultado foi o melhor possível com os alunos motivados para aprender matemática. Eu e o colega Wagner Alcântara, já estamos pensando em fazer uma nova gincana no próximo ano com um grau de dificuldade maior”, comemora Douglas Wiliam. Além dos brindes, os professores conseguiram a doação de três troféus, um para cada aldeia como lembrança da participação no evento.

Caribe

Para fazer a contagem de pontos e definir o vencedor, os alunos e professores criaram uma moeda fictícia, o caribe, com cédulas de vários valores. Nas notas, foram estampadas desenhos ligados a etnia Xingu incluindo os animais da região.

“De acordo com a pontuação, a equipe ia recebendo o dinheiro e guardando. Para fazer a contabilidade, cada equipe elegia um contador e um tesoureiro. No final, o dinheiro foi dividido entre os participantes que o guardaram como lembrança. Com isso todo mundo ganhou alguma coisa. Mais que o presente, os alunos ficaram empolgados em aprender matemática”, explica Douglas Wiliam.

A gincana se estendeu  durante todo o dia na aldeia com café da manhã, almoço e lanche entre o público, com a participação de caciques das três aldeias, os próprios moradores e os alunos.  

FONTE: Adilson Rosa | Seduc MT

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