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CASO ATÍPICO

Mapa confirma caso de “vaca louca” em MT, mas vê risco insignificante para país

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e países importadores foram notificados do registro.

01/06/2019 10h55 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Mapa confirma caso de “vaca louca” em MT, mas vê risco insignificante para país

Reprodução

Um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), a "vaca louca", foi confirmada pelo ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta sexta (31). Segundo a pasta, o caso aconteceu de forma "espontânea e esporádica" e não há riscos para a saúde humana. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e países importadores foram notificados do registro.

Segundo o Mapa, a carne e os outros produtos do animal foram rastreados, apreendidos e destruídos e, por isso, não vai ingressar na cadeia alimentar humana. “Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final por laboratório”, disse a pasta. O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA/MT) também participou das investigações e controle.

Em nota, o Programa Nacional de Prevenção e Vigilância de Encefalotopia Espongiforme Bovina (PNEEB), que controla em específico a doença da “vaca louca”, classificou o risco como “insignificante para o Brasil”. Para eles, a detecção foi feita a tempo e possibilitou na “mitigação de risco na cadeia produtiva de ruminantes”. Eles pontuam que, desde 1997, a "vaca louca” e outras doenças neurológicas progressivas são de notificação obrigatória e sujeitas a investigação veterinária.

O caso aconteceu com uma fêmea da raça Nelore, que tinha 17 anos. Ela nasceu e cresceu em uma propriedade de Nova Canãa do Norte (a 699km de Cuiabá). A área realizava o ciclo completo de produção em sistema semi-intensivo e foi interditada pelo Mapa e o Indea.

Em 5 de abril, técnicos do programa recolheram uma amostra do tecido cerebral da vaca submetida a abate de emergência em um matadouro-frigorífico. O material foi mandado para um laboratório em Pernambuco, que confirmou a presença da doença no animal.

A amostra também foi para um laboratório internacional. Mais específico, o Centro Nacional para Doenças Animais, da Agência de Inspeção de Alimentos, no Canadá, que é referência para a OIE e faz o controle das carnes exportadas para o mundo.

Ainda de acordo com o Ministério da Agricultura, este é o terceiro caso atípico de vaca louca registrado no país em mais de 20 anos de vigilância para a doença. "O Brasil nunca registrou a ocorrência de caso de EEB clássica, mantendo, desde 2012 o reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como país de risco insignificante para a doença", informa em nota.

Além disso, a OIE não altera a classificação de risco de um país para ocorrências atípicas da doença. Isto por que, segundo o ministério da Agricultura, esta forma de doença pode ocorrer de forma espontânea e esporádica em todas as populações de bovinos do mundo. "Não estando relacionada à ingestão de alimentos contaminados", complementa.

FONTE: RD NEWS

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