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SAÚDE 1

Com baixa cobertura, MT abre semana de vacinação nas Américas

No Estado, cinco vacinas são consideradas primordiais, sendo elas, a pentavalente, tríplice viral, meningocócica “C”, sarampo e poliomielite.

23/04/2019 09h28 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Com baixa cobertura, MT abre semana de vacinação nas Américas

Reprodução

Mato Grosso abriu, ontem (22), a 17ª Semana de Vacinação nas Américas, movimento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que pretende reverter a queda na cobertura vacinal em todo país. Paralelamente, o Ministério da Saúde (MS) deu início à segunda fase da campanha nacional de imunização contra a influenza. No Estado, praticamente todas as vacinas estão com a cobertura abaixo do preconizado. 

Porém, cinco são consideradas primordiais, sendo elas, a pentavalente, tríplice viral, meningocócica “C”, sarampo e poliomielite, que imunizam menores de um ano e previne contra doenças graves, como a paralisia infantil. Em média, o índice estadual tem sido de 85%, quando a meta é de 95%. O evento trouxe à Cuiabá, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e representantes da Opas, além das presenças do governador Mauro Mendes e do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. 

“Viram a média de vacinação de Mato Grosso (contra influenza)? Está um pouco abaixo em relação à média nacional. Cuidado. O vírus que circulou no Amazonas em 20 dias resultou em 36 óbitos. Nós tivemos que antecipar em um mês a vacinação no Amazonas. Vocês (Mato Grosso) são vizinhos e estão dentro da Amazônia Legal. As vacinas já estão nas unidades e levem a mensagem para que a gente não sofra”, alertou Mandetta. 

A partir de agora até o dia 31 de maio, todos os públicos-prioritários podem procurar os postos de saúde para se vacinar contra a influenza. Na primeira fase da campanha, de 10 a 18 de abril, só estavam sendo vacinadas crianças e gestantes. Uma das novidades são os profissionais das forças de segurança e salvamento, que totalizam cerca de 900 mil pessoas, a partir deste ano, passam a fazer parte do público-prioritário. 

Também devem receber a vacina crianças, gestantes, trabalhadores de saúde; povos indígenas; puérperas (mulheres até 45 após o parto); idosos (a partir dos 60 anos); professores, pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico, população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, e funcionários do sistema prisional. A meta é vacinar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários. 

No Estado, 846.185 pessoas devem ser imunizadas contra o vírus influenza. Para atingir a meta, o Ministério da Saúde enviará 914.600 doses, sendo que até ontem, 60% dos imunopreveníveis já haviam sido encaminhados e distribuídos para os municípios mato-grossenses. Até então, 6,6% das crianças e 10,7% das gestantes haviam sido vacinadas, conforme informações divulgadas pelo MS. 

Já com atividades previstas até o próximo sábado (27), a estratégia da Opas vai mobilizar 45 nações e territórios das Américas, que planejam ações de imunização também contra a poliomielite, a gripe e o papilomavírus humano (HPV), entre outras infecções. Para isso, as autoridades públicas convocam pais e responsáveis acompanhados de seus filhos que procurem a unidade de saúde mais próxima de sua casa. 

Portanto, haverá a atualização do cartão de acordo com o calendário nacional, que prevê 19 vacinas, que incluem proteção contra o sarampo, difteria, coqueluche, meningite, poliomielite e outras doenças. Essa é a segunda vez que o Brasil recebe o evento. O lema de 2019 é “Proteja sua comunidade. Faça sua parte. #VacineSe”. O objetivo é resgatar os não vacinados e aumentar as coberturas vacinais nestes públicos. Até o final da mobilização, 31 de maio, 59,5 milhões de pessoas devem receber a dose da vacina. 

“Em Mato Grosso hoje assim como outros estados da União não temos atingido a cobertura vacinal (preconizada) e isso é uma preocupação para nós”, reforçou a coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT), Alessandra Moraes. 

Moraes reforçou a importância da prevenção. “Há todo um processo cientifico e de pesquisa realizado por diversos órgãos do governo e hoje a imunização é segura e eficaz. Os país precisam buscar informação. Se você tem dúvidas procure os órgãos de saúde para que possa ser esclarecido”, orientou. 

Conforme ela, entre as estratégias estaduais para reverter a baixa cobertura, treinamento paras equipes do setor, garantia de entrega das doses aos municípios visando evitar o desabastecimento e apoio técnico para realização das atividades. 

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina contra gripe produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege contra os três subtipos do vírus da doença que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Neste ano, até 13 de abril, foram registrados 369 casos de influenza em todo o país, com 67 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é influenza A H1N1, com 192 casos e 47 óbitos.

FONTE: Diario de Cuiabá/JOANICE DE DEUS

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