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GIRO DO BOI

Origem Premium apresenta as carnes bovinas da raça Araguaia

Os animais Raça Araguaia têm sua genética constituída por 47% de Blond D’Aquitaine, 28% de Caracu e 25% de Nelore.

22/03/2019 16h11 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Origem Premium apresenta as carnes bovinas da raça Araguaia

Reprodução

Um item que nunca pode faltar na mesa dos brasileiros é a carne. A cada ano, cada cidadão aqui do nosso país ingere, em média, 35 kg de carne bovina. E somos também o maior exportador mundial de carne bovina – só em 2018, foram vendidas para o exterior 1,64 milhão de toneladas! E, talvez por conta disso, o foco de grande parte dos pecuaristas é na quantidade produzida, e não na qualidade. A carne é, na maioria das fazendas, uma commodity.

Nas últimas décadas, no entanto, muitos fazendeiros, agrônomos e zootecnistas vêm trabalhando para trazer ao mercado um produto de melhor qualidade, obtido de rebanhos geneticamente superior e que forneça uma carne com mais maciez, suculência, sabor e valor nutricional.

Do município de Torixoréu, na divisa dos estados de Mato Grosso e Goiás, vem um exemplo perfeito dessa tendência. Foi lá, na Fazenda Santa Rita, que o engenheiro agrônomo e criador Raul Almeida Moraes Neto desenvolveu a Raça Araguaia, um gado com carne de excepcional qualidade, elevada produtividade e de manejo simples e sustentável. A raça recebeu esse nome em homenagem ao rio, que corta a cidade e que gera riquezas por onde passa.

Os animais Raça Araguaia têm sua genética constituída por 47% de Blond D’Aquitaine, 28% de Caracu e 25% de Nelore. Os cruzamentos e trabalhos de melhoramento e seleção permitiram que os bois Raça Araguaia reunissem as melhores características de cada uma dessas três raças: da francesa Blond D´Aquitane, incorporaram a alta conversão alimentar e a musculatura farta e bem distribuída; da tradicional raça Caracu eles agregaram a rusticidade e a elevada habilidade materna, proporcionando bezerros mais pesados na desmama; e do Nelore herdaram a capacidade para se adaptarem ao clima seco e de altas temperaturas típicos do Cerrado matogrossense.

“Essa mistura deu origem a bois precoces e de alta eficiência. Ele comem pouco, bebem pouca água e produzem muita carne em pouco tempo, num ciclo curto. Enquanto, na média, um boi de raça tradicional é abatido aos 36 meses de vida com com 18 arrobas, os animais Raça Araguaia são abatidos com 16 meses de idade e mais ou menos este mesmo peso”, explica o veterinário Alexander Estermann.

“E, além dessa precocidade e alto rendimento, a carne da Raça Araguaia possui menor teor de gordura intramuscular, o que permite que ela se apresente como uma opção menos calórica e mais saudável”, completa o agrônomo Raul Almeida, proprietário da Fazenda Santa Rita e dono de mais ou menos 1.200 cabeças de gado dessa raça, que no final de 2013, com o auxílio do geneticista Gismar Silva Vieira, conseguiram seu registro na ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu).

E, para divulgar as qualidades e os diferenciais dessa carne, foi criada em 2018 a Origem Premium, um empresa que cuida da comercialização e da construção da imagem desse produto, que tem tudo para se consolidar como um item gourmet. Além de Raul e Alexander, a Origem Premium tem como sócios os publicitários Guilherme Nogueira e Eduardo Ferrareze, da cidade de Araçatuba, conhecida tradicionalmente como a capital do boi gordo.

A Origem Premium também tem um programa para ampliar a produção de gado Raça Araguaia, atraindo novos pecuaristas. “Este é só o começo para que a raça mato-grossense conquiste os criadores de várias regiões do país. Todos os parceiros terão de seguir os nosso protocolos de sustentabilidade, com pastos arborizados, animais soltos e respeito às leis ambientais”, avisam Guilherme e Eduardo, que lembram também que não é à toa que a palavra “Origem” está no nome da empresa. Toda embalagem traz um QR Code que permite que o consumidor rastreie e conheça a procedência da carne, do pasto na fazenda à loja, passando pelo abatedouro em Boituva (SP), onde fica o Frigorífico Cowpig – parceiro da Origem Premium que abastece os principais empórios e boutiques de carnes de São Paulo.

Apesar da moderada quantidade de gordura, é extremamente macia e satisfaz a crescente demanda por carnes magras. Por ser um produto diferenciado, inicialmente está sendo comercializado com exclusividade pela Casa Santa Luzia, no bairro dos Jardins, uma das áreas mais nobres da cidade de São Paulo. Lá estão sendo vendidos vários cortes com a marca Origem Premium. Entre eles, o Contra Filé, o Miolo de Alcatra, a Maminha, a Fraldinha, o Filé de Costela, a Picanha e o Filé Mignon.

Outros cortes também estão à venda, como o Peixinho, o Coxão Mole, o Coxão Duro, o Lagarto, o Coração da Paleta e o Miolo do Acém. Em outros açougues, essas partes são vendidas como “carne de segunda”, mas quando elas procedem de bois de alta qualidade, essa classificação não se justifica. Os cortes do “dianteiro” desses bois são tão bons quanto os tradicionais cortes “de primeira”, ou “do traseiro” dos animais, como o filé e a picanha. Como vive dizendo o estrelado chef Alex Atala, “Não existem cortes de segunda, o que existe são bois de segunda. Um boi de qualidade pode ser aproveitado integralmente e, muitas vezes, seu dianteiro pode ser mais saboroso do que porções do traseiro”.

Outros chefs também pensam da mesma forma. Fábio Vieira, do premiado restaurante Micaela, ficou tão satisfeito ao conhecer as carnes da Origem Premium que acabou se tornando o embaixador da Raça Araguaia na cena gastronômica paulistana. “De início eu fiquei intrigado com o baixo teor de gordura dessas carnes, pois em geral isso é sinônimo de secura e rigidez. Mas, ao testá-lo, me surpreendi com a maciez do produto. E, além da maciez e da suculência, notei que ela também tem um sabor mais delicado. Foi uma grande descoberta, uma quebra de paradigmas”, conta o chef, entusiasmado.

Em seu restaurante, ele já inclui no cardápio algumas receitas elaboradas com os cortes da Raça Araguaia. Entre elas, a Carne Araguaia (uma entrada composta por tiras de miolo de alcatra mal-passado com pão da casa, queijo Pardinho, pimenta de macaco, sal e azeite de oliva da Serra da Mantiqueira), o miolo de acém cozido lentamente no vácuo e acompanhado de cebolas confitadas e chips de cará ou ainda o Picadinho Especial, com um toque oriental graças à presença do shoyu e do saquê na marinada da carne.

FONTE: Eldorado.fm com assessoria

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