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PREJUÍZO

Devido à seca, safra de soja é considerada a pior das últimas duas décadas, dizem produtores de MT

Estimativa da Aprosoja é de que as perdas cheguem a 16 milhões de toneladas em todo país.

11/02/2019 15h40 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

 Devido à seca, safra de soja é considerada a pior das últimas duas décadas, dizem produtores de MT

Reprodução

A seca e o sol forte prejudicaram as lavouras em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, no mês de dezembro. Os agricultores estimam que essa seja a pior safra dos últimos 24 anos.

Segundo os agricultores, a colheita está adiantada e deve terminar nos próximos dias. No entanto, eles afirmam que os resultados não são bons, pois houve queda na produtividade.

“Teremos uma perda de 10% a 15% na questão de produtividade de soja. Acreditamos que a média vai ficar de 5 a 6 sacas a menos por hectare, em relação a colheita do ano passado”, explicou o presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, Carlos Simon.

A estimativa da Aprosoja é de que as perdas cheguem a 16 milhões de toneladas em todo país. O que deve resultar num volume quase 14% menor do que o colhido na safra anterior.

O agricultor Orcival Guimarães plantou 3,8 mil hectares de soja e deve colher cerca de 56 sacas por hectare. No ano passado, a média foi de 62 sacas.

“Faltou chuva em alguns momentos e o calor foi muito grande, o que prejudicou a produção. Ele antecipou o ciclo e, consequentemente, reduziu nossa produção”, contou.

Para o agricultor Ênio Rigo, o prejuízo também vai ser grande em comparação com o ano passado.

“Durante todo o tempo que moro em Lucas do Rio Verde, essa foi a pior safra. A última vez em que a média ficou abaixo de 53 sacas por hectare foi em 1994”, disse.

Preço

Outro fator que tem prejudicado os agricultores é o preço da saca. Os agricultores que venderam a soja antecipada, antes mesmo do plantio, conseguiram uma média de R$ 65 por saca. Já com o grão disponível, a cotação está em torno de R$ 60.

“O lucro é muito pequeno, ainda mais com as cargas tributárias que acompanham as vendas. Vai ser muito difícil”, ressaltou Orcival.

Já o agricultor Ênio avalia que o preço deve subir devido a baixa produtividade.

“Vamos aguardar para ver se o mercado reage. Acredito que esse preço deve mudar na nossa região, pois a produtividade foi baixa”, disse.

FONTE: Bruno Bortolozo, TV Centro América

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