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DADOS DA CPT

Conflitos de terra ocorrem em 10 municípios da região Araguaia, diz CPT

Maior número de casos, no entanto, foi em Castanheira.

26/04/2017 07h37 | Atualizada em 26/04/2017 07h52

Conflitos de terra ocorrem em 10 municípios da região Araguaia, diz CPT

Reprodução

Mais de 26% dos municípios mato-grossenses tiveram conflitos por terra no ano passado, conforme levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado nesta terça-feira (25). Entre os 37 municípios está Colniza, a 1065 km de Cuiabá, onde nove trabalhadores foram assassinados por um grupo encapuzado, na semana passada.

Quatro casos de disputa na área rural foram registrados no município, em 2016. Três deles ocorreram em fazendas e outro em uma terra indígena.

Segundo o estudo, o número de municípios com ocorrências desse tipo aumentou 32% em comparação com o mesmo período de 2015, quando 25 municípios do estado registraram conflitos.

O município de Castanheira, a 780 km de Cuiabá, registrou o maior número de ocorrência. Ao todo, foram seis, segundo a CPT. Todos os casos foram registrados em fazendas da região. No município, 295 famílias moram em área de conflito agrário.

Também registraram conflitos por disputa de terra os municípios de Canarana, Querência, São Félix do Araguaia, Nova Olímpia, Confresa, Nossa Senhora do Livramento, Luciara, Juruena, Juína, Nova Guarita, Nova Bandeirantes, Nova Ubiratã, Novo Mundo, Juína, Jangada, Feliz Natal, Cuiabá, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Tapurah, Itanhangá, Alto Boa Vista, Acorizal, Colíder, Vila Rica, Santa Cruz do Xingu, Chapada dos Guimarães, Rondonlândia, Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Novo São Joaquim, Rondonópolis, Poxoréu e General Carneiro.

Ao todo, pouco mais de 6 mil famílias vivem em áreas de conflito agrário. Os dados colocam o estado na 1º posição no ranking do Centro-Oeste e em 6º no ranking nacional. Os números também fazem referência aos casos ocorridos em 2016.

Mato Grosso tem o dobro de famílias em áreas de conflito que Goiás, que ocupa o segundo no ranking, com 3.097 famílias. Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal têm, respectivamente, 2.875 famílias e 325 famílias na mesma situação.

Ainda de acordo com o mesmo levantamento, 272 casos de pistolagem foram registrados em Mato Grosso. Os casos estão relacionados à violência contra a ocupação e a posse de terras.

FONTE: G1 Mato Grosso

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