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SUICÍDIO

58º Batalhão militar se manifesta sobre suicídio de ex-namorada de soldado

Motivação de jovem de 17 anos, grávida do soldado, teria sido rejeição do pai. Família diz que o rapaz incentivou o suicídio.

11/06/2018 08h25 462 acessos

58º Batalhão militar se manifesta sobre suicídio de ex-namorada de soldado

Reprodução

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Após repercussão do suicídio de Sandrienne Miranda Martins, no último sábado (2), o 58º Batalhão de Infantaria Motorizado (58º BIMtz) fez declarações sobre a conduta do ex-namorado da jovem, o soldado Yuri dos Santos Nogueira. A família da garota, residente de Aragarças, acusa o rapaz de ter incentivado o suicídio.

Segundo o 58º BIMtz, até o momento, o comando não foi notificada da existência de qualquer investigação criminal civil sobre o jovem militar, que ingressou ao Exército em março de 2018. A instituição ainda destaca que tem acompanhado o caso, devido à repercussão regional e nacional, e se compromete, em caso de inquérito civil, a disponibilizar o soltado para esclarecimentos aos órgãos competentes.

A família de Sandrienne falou pela primeira vez, em rede nacional, nesta semana. O programa Cidade Alerta, da Rede Record, publicou uma reportagem sobre o caso de Aragarças, em que é retratado o relacionamento entre a jovem e o soldado.

O telejornal mostrou troca de mensagens entre os dois nos últimos dias de vida de Sandrienne, 17 anos, que estava grávida de três meses, do militar. No teor das mensagens, é possível perceber que Yuri não reconhecia a criança e não queria reatar o namoro. Ele pede para que a garota não entre em contato com ele.

Sandrienne afirmava que cometeria suicídio e, em resposta, Yuri chegou a dizer que queria que ela morresse. Em outra mensagem, o militar ameaça a jovem, caso ela não pare de escrever para ele. “Vou te dar um tiro se vc ficar mandando mensagem aki”, escreve o jovem. A Record teve acesso ao conteúdo das conversas no aplicativo WhatsApp.

Segundo a nota do 58º BIMtz, enviada ao Semana7, o fato não teve nenhuma relação com a atividade de serviço no quartel. O comando ressalta que trata-se “de uma trágica situação envolvendo o ambiente familiar e pessoal.” A instituição ainda informa que o soldado, até o momento, tem apresentado bom comportamento no serviço militar do 58º BIMtz.

A reportagem entrou em contato com o Comando Militar Oeste (CMO), a qual o 58º Batalhão se submete, e foi informado de que o incentivo ao suicídio, previsto no artigo 122 do Código Penal Brasileiro, não trata-se de crime militar. Portanto, em caso de abertura de investigação, “o Exército Brasileiro aguardará a conclusão do inquérito civil para tomar medidas baseadas na legislação em vigor”, destaca.

FONTE: Semana 7/Kayc Alves

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