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FEBRE AFTOSA

Grupo gestor realiza primeira reunião para discutir retirada da vacinação em MT

O grupo gestor estadual foi designado pela Portaria Indea nº 68/2017, publicada no Diário Oficial do Estado, em 21 de dezembro de 2017.

12/02/2018 10h41 | Atualizada em 12/02/2018 11h35 269 acessos

Grupo gestor realiza primeira reunião para discutir retirada da vacinação em MT

Gcom-MT

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A primeira reunião da Equipe Gestora do Plano Estratégico Estadual do Programa Estadual de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa 2017-2026, foi realizada nesta sexta-feira (09.02), na sede do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), quando discutiu as ações para o reconhecimento de país livre de febre aftosa sem vacinação. O Plano Estratégico do Programa Nacional de Febre Aftosa (PNEFA) foi elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O grupo gestor estadual foi designado pela Portaria Indea nº 68/2017, publicada no Diário Oficial do Estado, em 21 de dezembro de 2017. Durante a reunião, foi discutida a necessidade de reedição da Portaria, que deverá ser publicada novamente no DOE. Entre as atribuições do grupo gestor estadual, estão: promover o planejamento, monitorar a execução e realizar a avaliação das operações previstas.

Na ocasião, foram apresentadas as ações a serem executadas em Mato Grosso, e a possível inclusão de algumas propriedades mato-grossenses no Bloco I (Rondônia e Acre), em que a retirada da vacinação está prevista para maio de 2019. Isso deve ocorrer nos municípios de Rondolândia, Colniza, Aripuanã, Comodoro e Juína, por manterem relação comercial com os estados do Bloco I. Mato Grosso, integra o Bloco V, em que a última vacinação do rebanho deve ocorrer em maio de 2021.

Para o presidente do Indea, Guilherme Nolasco, o processo de retirada da vacinação contra a febre aftosa vai favorecer a abertura de novos mercados. “O plano estratégico estadual será construído juntamente com todos os setores envolvidos na cadeia produtiva. E ao evoluirmos para status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, Mato Grosso poderá conquistar a abertura de novos mercados internacionais”.

Foram definidos objetivos, diretrizes estratégicas, metas globais e um conjunto de 16 operações, agrupadas da seguinte forma: interação com as partes interessadas no programa de prevenção da febre aftosa; ampliação das capacidades dos serviços veterinários; fortalecimento do sistema de vigilância em saúde animal; realização da transição de zona livre de febre aftosa com vacinação para sem vacinação no país.

A diretora técnica do Indea, Daniella Soares, apresentou as diretrizes estratégicas, metas globais e um conjunto de 16 operações. “Para que o Plano tenha êxito é necessário que haja interação das partes envolvidas nesse processo. A participação da cadeira produtiva será fundamental para o fortalecimento da defesa sanitária”.

Para a chefe do Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da SFA-MT, Janice Elena Ióris Barddal, o grupo gestor será importante na discussão de medidas que minimizem os efeitos da transição. “Sem dúvida é a melhor maneira de chegarmos ao que realmente precisa ser feito, discutindo ações que minimizem os efeitos da transição para a retirada da vacina. É um trabalho estratégico, em que teremos que olhar atentamente para todas as peculiaridades do estado”, disse.

Os membros que compõe o grupo gestor estadual são: Indea; Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA-MT); Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat); Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato); Sindicato das Industrias de Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo); Associação de Criadores de Suínos do Estado de Mato Grosso (Acrismat); Associação dos Produtores de Leite do Mato Grosso (Aproleite), e Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso (CRMV-MT).

O Plano Estratégico está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa), em prol também da erradicação da doença na América do Sul.

FONTE: Dayanne Santana | Indea-MT

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