PUBLICIDADE Supermercado Vendão
DESCASO

Peritos fazem paralisação de alerta em Mato Grosso

A data da paralisação, por seis horas, foi escolhida justamente no dia do perito criminal.

05/12/2017 18h31 132 acessos

Peritos fazem paralisação de alerta em Mato Grosso

Ilustrativa

PUBLICIDADE Skynet

Os peritos criminais de Mato Grosso cruzaram os braços ontem em todas as unidades do Estado para denunciar o descaso e a insatisfação vivida pelos profissionais da área. A data da paralisação, por seis horas, foi escolhida justamente no dia do perito criminal, onde os profissionais ‘decidiram clamar’ por melhores condições no trabalho. 

De acordo com o diretor do Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais do Estado (Sindpeco), Márcio Godoy, além da classe enfrentar ‘total falta de estrutura física e pessoal’ com os equipamentos de trabalho, muitos servidores já denunciaram o local insalubre para trabalhar, e, por isso, já ficou definido que na próxima segunda-feira (11), caso o salário atrase novamente, uma greve começará por tempo indeterminado. Na avaliação de Godoy, a perícia técnica é um elemento fundamental para que as investigações de crimes e acidentes sejam concluídas, porém, os trabalhos já há algum tempo foram interrompidos ou se tornaram precários não porque os servidores não sentem vontade de trabalhar, mas sim pela falta de insumos no Instituto Médico Legal (IML) e também na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). “Infelizmente no dia do perito criminal não temos nada a comemorar. Há quase um ano a Politec não consegue realizar nenhum exame de alcoolemia por falta de reagentes. Sempre quem perde nessa é o trabalhador que fica com as mãos atadas e a população que fica cobrando para finalizar os exames dos entes queridos”, lamentou. 

Além dos materiais de trabalho, o diretor também afirmou que a ausência de softwares também limita a atuação dos servidores, que ainda estão com falta de profissionais. O polo de Alta Floresta, distante a 800 quilômetros de Cuiabá, por exemplo, atende oito cidades da região, o que na verdade, sobrecarrega a jornada dos servidores. 

No local, inclusive existe uma denúncia de que os quatro últimos profissionais deviam se juntar a outros dois para atender toda a demanda, porém, dois peritos foram removidos sem reposição. “Desse jeito a escala de 24h por 72h não fecha nunca, sendo que numa hipótese de que ninguém pode ficar doente e ainda tirar férias. O mínimo para atender cada demanda deveria ser quatro. Fora as condições de trabalho que também colocam em risco a vida de todos os servidores”, pontuou. 

Já o presidente do Sindpeco, Alisson Trindade, avaliou o descaso como uma aberração, pois em cada polo deveria ter peritos com cadastro de reserva. “Tivemos um caso em que um colega precisou atender o próprio irmão porque não tinha ninguém para substituir. Isso é inaceitável”, finalizou. 

FONTE: Diário de Cuiabá

Comente, sua opinião é Importante!

PUBLICIDADE