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MEIO AMBIENTE

Ibama atua com 50 homens para controlar incêndio em área de preservação do Xingu

A preocupação maior dos brigadistas é o avanço do fogo nas aldeias indígenas.

28/09/2017 16h13 | Atualizada em 29/09/2017 09h14

Ibama atua com 50 homens para controlar incêndio em área de preservação do Xingu

Reprodução

Cerca de 50 homens do Ibama atuam no combate ao incêndio que já devastou 40 mil hectares do Parque Nacional do Xingu, na região Nordeste do Estado. Os focos de queimadas foram registrados há 15 dias e desde as primeiras chamas uma equipe de Barra do Garças foi deslocada à área com o auxílio de brigadistas contratados pelo órgão.

A preocupação maior dos brigadistas é o avanço do fogo nas aldeias indígenas que existem na região. Os índios, com seus costumes, estão auxiliando no combate do fogo. Peritos do Ibama também estão no parque para colher informações sobre a origem do incêndio, embora o próprio órgão admita que foi provocado pelo homem.

Segundo o chefe do Ibama em Barra do Garças, Leandro Nogueira da Silva, os danos poderiam ser maiores se não tivesse sido aplicado uma técnica científica de Manejo Integrado de Fogo (MIF) em julho deste ano, que consiste na queima controlada de uma área para eliminar resíduos que servem de combustível para as chamas, como folhas secas, por exemplo.

“Aplicamos a técnica com os ensinamentos de caciques indígenas de 80 e 90 anos, que usavam o fogo para a caça e preparação do solo, sem, contudo, perder o controle das ações. Esse trabalho reduziu em 10% o índice de queimadas neste ano. No ano passado foram devastados 324 mil hectares”, informa.

O Ibama trabalha no combate ao incêndio com o monitoramento diário de imagens via satélite. Segundo o chefe do órgão, imagens são disponibilizadas em intervalos de espaço que variam de três a cinco horas, onde é possível observar onde as chamas avançam.

De acordo com levantamento preliminar, a região mais atingida está situada em Gaúcha do Norte (a 594 km de Cuiabá), onde existem aldeias da etnia Kalapalo. “Estamos usando vários instrumentos que possam auxiliar no controle das chamas, como bombas de água, abafadores e enxadas para a construção de aceiros para evitar a propagação do fogo”, afirma Leandro.

FONTE: RD NEWS/Francis Amorim

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