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OPERAÇÃO SODOMA

MPE aponta risco de fuga para fora do Brasil e pede nova prisão de coronel da PM

José Nunes Cordeiro é apontado como "braço armado" da organização chefiada por Silval Barbosa

20/08/2017 11h18 147 acessos

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O Ministério Público Estadual (MP-MT) enviou um requerimento à juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Arruda, pedindo que o ex-secretário-adjunto de Administração (SAD-MT), José de Jesus Nunes Cordeiro, seja preso novamente. Ele foi solto no dia 14 de julho de 2017 após decisão do desembargador Alberto Ferreira de Souza, e é acusado de fixar margens menores de desconto para maximizar os lucros de empresas investigadas na quinta fase da operação “Sodoma”. 

A solicitação assinada pela promotora de justiça Ana Cristina Bardusco aponta “risco de fuga” e intimidação a outros réus. “Se demonstrou perfil e comportamento truculento e hostil para defender os interesses de terceiros (organização criminosa), quanto mais o fará para promover a sua defesa das gravosas acusações criminosas que pendem contra a sua pessoa [...] Detém condições financeiras para fixar residência em outro país, como os que fazem fronteira com o Brasil e, portanto, sem precisar apresentar passaporte, condição favorável para que possa fazer uso do ganho ilícito que foi criminosamente arregimentado pelo grupo delinquencial”, diz a promotora.

Bardusco desconfia que José Nunes Cordeiro foi o autor da ameaça a Juliano Volpato, delator da quinta fase da operação “Sodoma”, que afirmou que no final de 2014 um homem o abordou numa moto, em seu próprio posto de combustíveis, em Cuiabá. O suspeito disse para o empresário “arrumar um jeito de ficar quietinho, pois o primeiro que vai é seu filho”.

“Em que pese não ter sido, ainda, identificado o autor imediato desta prática delitiva, a reprodução do trecho do depoimento revela e retrata justamente que a ameaça recebida pelo empresário Juliano Volpato foi direcionada a afetar a integridade física do seu filho, demonstrando flagrante semelhante à ameaça diretamente formulada pelo acusado José Cordeiro ao empresário Willians Mischur, circunstância que revela indícios de que a mesma pode ter emanada do próprio acusado, não só para proteger as ações criminosas da organização criminosa, como também para acobertar as práticas delitivas perpetradas diretamente por ele”, alertou Bardusco.

Willians Mischur é proprietário da Consignum - uma administradora de créditos consignados que manteve contratos na gestão Silval Barbosa (PMDB)  mediante o pagamento de propina. Os fatos, investigados na segunda fase da operação “Sodoma”, apontam que José Nunes Cordeiro teria exigido um pagamento mensal de R$ 30 mil, alertando o empresário que um “caminhão poderia passar por cima de seu filho”. A ameaça foi revelada pelo próprio Mischur em depoimento à Polícia Judiciária Civil (PJC).

O requerimento a juíza Selma Arruda foi oficiado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) no dia 3 de agosto de 2017. A magistrada ainda não tomou uma decisão sobre o caso.

SODOMA 5

De acordo com investigações da quinta fase da operação Sodoma, os pagamentos foram realizados pela Marmeleiro Autoposto, de propriedade de Juliano Volpato, e a Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática Ltda. entre os anos de 2011 e 2014, que em troca receberam aproximadamente R$ 300 milhões em contratos com o Governo do Estado, durante a gestão Silval Barbosa (PMDB).

Ao todo, as duas empresas teriam repassados R$ 8,1 milhões em propina. O ex-Secretário da SAD-MT, Francisco Faiad, teria “pressionado” pelo pagamento de uma dívida da campanha de 2012 a prefeitura de Cuiabá, quando foi vice de Lúdio Cabral (PT), no valor de R$ 1,7 milhão. Ele ainda teria recebido propina de R$ 192 mil.

Segundo a denúncia, Faiad receberia, ainda, R$ 916 mil para formação de Caixa 2 para sua campanha a deputado estadual em 2014, onde saiu derrotado. José Nunes Cordeiro, como adjunto da SAD-MT, teria fixado porcentagens menores de desconto para maximizar os lucros das duas empresas, além de manipular contratos com o objetivo de aumentar os ganhos das organizações em R$ 13,9 milhões. Parte dos recursos atenderiam a organização criminosa.

FONTE: FOLHAMAX

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