Economia

Em 14 estados, conta de energia elétrica fica ainda mais cara devido ao reajuste anual

A bandeira vermelha patamar 2 passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 por 100 kWh consumidos, e pode subir novamente para R$ 11,50.

19/07/2021 08h54 | Atualizada em 19/07/2021 11h27

Em 14 estados, conta de energia elétrica fica ainda mais cara devido ao reajuste anual

Ilustrativa

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A grave seca no país neste ano deixou a energia elétrica mais cara. Neste mês, a bandeira vermelha patamar 2 passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 por 100 kWh consumidos, e pode subir novamente para R$ 11,50. Mas a conta de luz também ficou mais cara por outro motivo: o reajuste anual das tarifas das concessionárias de energia elétrica.

De janeiro até o último dia 6, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) atualizou os preços cobrados por 31 distribuidoras que atendem municípios de 14 estados brasileiros. Os outros estados ainda não tiveram reajustes, mas terão. Segundo a Aneel, as demais empresas de outros estados que ainda não passaram pelo processo de reajuste tarifário terão os preços revisados ainda neste ano, nas datas previstas nos seus contratos de concessão.

O aumento médio repassado aos consumidores das empresas que já tiveram as tarifas corrigidas varia de 1,28% a 15,29%. Veja onde e quanto subiu a tarifa das concessionárias de energia.

Reajuste das tarifas de energia elétrica em 2021 - versão 3 - Arte UOL - Arte UOL

Por que o preço subiu?

O motivo para as revisões tarifárias pode variar de empresa a empresa, conforme os custos envolvidos para a oferta de energia no período."Nas estimativas de custo, a Aneel leva em consideração a região de operação de cada empresa elétrica. Então essas projeções não são as mesmas para todas"
 

Inicialmente, a Aneel realiza uma audiência pública, na qual são apresentadas propostas para os reajustes dos índices. Após análise é que são fixados os valores definitivos e as datas em que os novos preços entram em vigor. Entre os principais fatores para a atualização das tarifas em 2021, a Aneel cita:

* Custos com encargos setoriais

* Despesas de transporte, aquisição e distribuição de energia

* Créditos de PIS/COFINS

* Efeitos do IGP-M

Empréstimo da Conta-Covid (financiamento criado na pandemia)

Cada companhia é mais ou menos impactada por alguns desses fatores e, por isso, o tamanho da revisão das tarifas não é o mesmo para todas.

FONTE: UOL

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