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Economia

Imea prevê perspectivas positivas para o mercado de soja e milho em Mato Grosso

Segundo o Imea, 66,45% da soja que ainda será colhida – safra 2020/21 - a partir de janeiro de 2021 estão comercializadas.

26/12/2020 10h29 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00 1 comentario

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) anunciou, durante live de retrospectiva e perspectiva para o agronegócio mato-grossense, que o mercado de soja e milho seguirá promissor em Mato Grosso no próximo ano.

Segundo o Imea, 66,45% da soja que ainda será colhida – safra 2020/21 - a partir de janeiro de 2021 estão comercializadas. O responsável pela cadeia da soja, Marcel Durigon, disse que a estimativa é 35,48 milhões de toneladas.

Em relação à área, é esperado o plantio recorde de 10,30 milhões de hectares (aumento de mais de 3%). Na produtividade, devido à seca, foi reduzida a estimativa para 57,41 sacas por hectare, uma queda de 2,84% em relação à safra passada, entretanto Durigon afirma que, ainda assim, a produção será recorde.

Os produtores de Mato Grosso já negociaram 12,97% da produção da safra 2021/22 que ainda será semeada."Cada vez mais o mercado externo vem negociar com o produtor de Mato Grosso. Isso demonstra o quanto o mercado está preocupado em garantir a soja antecipadamente", disse Durigon, que atribui os números recordes às negociações externas e internas, preços atrativos e boas relações de troca.

O Imea estima que a próxima safra de milho poderá crescer 5% na área e a produção registrará novo recorde de 36,29 milhões de toneladas. A perspectiva é que haja um aumento na produção de etanol de milho no Estado e no consumo do cereal para ração animal.

PECUÁRIA – Os preços da arroba do gado em 2020 atingiram patamares recordes. De acordo com a analista de pecuária do Imea, Marianne Tufani, o início do ano de 2021 pode seguir pressionado, movimento típico para o período, mas ao longo do ano as cotações voltam a ficar sustentadas ainda pela baixa oferta de animais e boas perspectivas para exportações.

Segundo a analista, as exportações crescentes e oferta restrita de bovinos para abate favorecem os preços pagos para os produtores. Nos últimos 12 meses o boi gordo valorizou 51% e atingiu R$ 262,65 a arroba.Mato Grosso é responsável por 21% das exportações de carne do Brasil.

O rebanho mato-grossense é considerado o maior do país, com 31 milhões de cabeças de bovinos. O principal destino da carne bovina mato-grossense continua sendo a China. Segundo o Imea, 56% da proteína animal produzida no Estado vai para o mercado chinês, que registrou aumento de 18,96% no consumo.

FUNDING DA SOJA - Na safra 2020/21 o custeio para a soja em Mato Grosso apresentou aumento de 10,25% ante a safra anterior (2019/2020), o que representa R$ 24,81 bilhões. Essa alta nas despesas do sojicultor ocorreu, principalmente, pela valorização da moeda norte-americana, que impactou diretamente no custo com insumos agrícolas.

Além disso, o aumento de área foi maior para essa safra, cerca de 3%, influenciado pela valorização da soja brasileira em função da crescente demanda e a constante alta dos preços futuros da oleaginosa nos mercados nacional e internacional.

Quem financiou boa parte do custeio da safra este ano no Estado foram as multinacionais (35%), principalmente devido às relações de troca antecipada feita com os produtores. Os recursos próprios corresponderam a 17%, média de 2% a menos do que em 2019. Isso não significa uma descapitalização do produtor, mas demonstra que o custo de oportunidade do dinheiro de terceiros estava mais barato e atrativo, especialmente por conta da Selic estar 2% ao ano.

FONTE: Radio Eldorado FM 87, 9 com Diário de Cuiaba

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