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IMUNIZAÇÃO DO REBANHO

Aftosa: Mato Grosso deve adiar retirada da vacina para 2022

Em função da pandemia de coronavírus, as autoridades sanitárias decidiram manter a imunização do rebanho por mais um ano.

25/10/2020 06h57 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Aftosa: Mato Grosso deve adiar retirada da vacina para 2022

Faep

O Mato Grosso pode se tornar estado livre da febre aftosa em 2022. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 22, durante o segundo fórum estadual de vigilância sanitária contra a doença, realizado em Cuiabá (MT). A retirada da vacina pode gerar uma economia de R$ 86 milhões por ano aos pecuaristas.

Durante o evento, todas as entidades que integram o Programa Nacional de Vigilância se juntaram para esclarecer dúvidas e mostrar o caminho para tornar Mato Grosso livre de febre aftosa sem vacinação. “Debater os boatos fortalece os fatos, e mostra a realidade que acontece no meio rural e a realidade que é o protocolo da retirada da vacina, o PNEFA que é um programa de dez anos feito e analisado com muito critério pelo ministério da agricultura”, diz Francisco de Castro superintendente do Senar–MT.

Na avaliação do presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior, a retirada da vacina no plantel ainda gera desconfiança entre alguns produtores. “Existe muita dúvida, principalmente porque temos muita barreira seca de fronteira com a Bolívia. Mas podemos afirmar hoje que não há vírus circulante na região, por isso estamos bem tranquilos para essa retirada da vacinação. No entanto é a parte técnica que vai com pesquisa e com estudo para tranquilizar o nosso produtor”, destaca.

A retirada da vacinação contra a febre aftosa segue um rigoroso cronograma técnico e foi definido pelo Ministério da Agricultura, Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e é apoiado pela iniciativa privada. A previsão inicial era retirar a vacina em 2021, mas com a pandemia o processo precisou ser revisto. “O estado tem se capacitado em relação à vigilância das propriedades, onde monitoramos a possibilidade de doença estruturando o sistema de defesa, para que a gente possa no momento da retirada da vacina estar com todas as condições”, diz Marcos catão Dornelas Vilaça, presidente do Indea-MT.

Por ano, a vacinação contra aftosa custa aos produtores do estado R$ 86 milhões. O levantamento compreende os gastos com aquisição de vacinas, perdas causadas pelas lesões na carcaça dos animais e redução da produtividade de vacas em lactação após a aplicação. De acordo com Antônio Carlos de Souza presidente do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa), os recursos para ações de segurança após a retirada da vacina já estão garantidos.

“Nós temos economizado nos últimos dez anos em torno de R$ 120 milhões que estão aplicados nas ações financeiras oficiais do Brasil para que a gente possa lançar mão desse recurso quando for necessário, como por exemplo pagar uma indenização ao produtor que seja obrigado a sacrificar seus animais por conta da doença”, explica o presidente do Fesa.

FONTE: SEMANA 7

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