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CANARANA

Logística precária: atoleiros na MT-427 dificultam escoamento da safra de soja

Na região nordeste de Mato Grosso também tem produtor insatisfeito com as condições de algumas estradas.

05/03/2020 10h28 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Logística precária: atoleiros na MT-427 dificultam escoamento da safra de soja

ilustrativa

Na região nordeste de Mato Grosso também tem produtor insatisfeito com as condições de algumas estradas. Uma delas é a MT-427, que liga Canarana a Gaúcha do Norte. O agricultor e presidente do Sindicato Rural de Canarana, Alex Wish, percorre com frequência a estrada e atribui os atuais atoleiros à falta de manutenção preventiva, que deveria ter sido feita durante o período de seca. Com um celular, Wish registrou a dificuldade enfrentada por motoristas que precisam passar pela MT-427 carregando a soja colhida em fazendas da região. Ficar parado no meio da lama é um risco presente em boa parte do trajeto. Pelas contas do agricultor, os produtores de Canarana pagam anualmente com algo em torno de R$ 50 milhões ao Fethab. Deste montante, estima que aproximadamente R$ 2,8 milhões sejam repassados ao município. “A gente está cansado de ver o dinheiro sair do bolso do produtor e não ser investido onde deveria. O Fethab foi criado para garantir infraestrutura e a gente não vê isso”, desabafa.

O que diz a gestão municipal?

Por telefone, o Canal Rural Mato Grosso conversou no início da tarde com Eliane Felten, atual Secretária de Obras de Canarana. Ela destacou o empenho feito nos últimos dias para garantir vazão ao escoamento da safra. “Estamos com quatro frentes de trabalho na MT-427. Posso garantir que desde o meio-dia de ontem (02) não temos mais pontos de atoleiro na estrada”.

Felten também lamentou que o Governo Estadual repasse aos municípios apenas parte do dinheiro do Fethab Combustíveis (arrecadado sobre o óleo diesel). “Hoje o município de Canarana trabalha com 3 “pcs” (pás carregadeiras), 3 patrolas, 11 caminhões, pranchas e caminhonetes de apoio. Se a gente colocar esse maquinário para trabalhar durante 22 dias no mês (considerando apenas os dias úteis) o valor repassado via Fethab ao município não consegue cobrir nem 60% do óleo diesel gasto no maquinário”, calcula. Ela afirma que assim “fica difícil para o município erguer estrada e fazer o serviço como o produtor precisa que o serviço seja feito” e conclui dizendo que “é uma pena que um estado agrícola como é Mato Grosso, sacrifique tanto os municípios dessa forma”. Além da MT-427, ainda passam por Canarana a MT-020, MT-414 e a MT-326, além de toda a malha municipal, que chega a 2500 quilômetros.

FONTE: Luiz Patroni, Canal Rural/Água Boa News

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