PUBLICIDADE
EDUCAÇÃO PARADA

Servidores em greve pressionam deputados em sessão da AL

Parlamentares de oposição e situação declararam respeito, e em alguns casos apoio.

19/06/2019 08h20 | Atualizada em 19/06/2019 09h42

Servidores em greve pressionam deputados em sessão da AL

Reprodução

Os servidores da educação estadual, em greve desde 27 de maio, foram à sessão de terça-feira (18) da Assembleia Legislativa (AL) para pressionar os deputados em relação ao apoio ao movimento. Parlamentares de oposição e situação declararam respeito, e em alguns casos apoio, à paralisação e cobraram na tribuna que o governo apresente uma proposta para a categoria.

Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) divulgado na segunda-feira (17), das 767 escolas estaduais, 356 continuam em greve, o que representa 46,41%.. Das que  estão funcionando, 50 teriam voltado ao trabalho essa semana.

Da base governista, os deputados Dr. João (MDB) e Thiago Silva (MDB) tentaram conquistar os servidores da educação. Presidente da Comissão de Educação, Thiago afirmou que será encaminhado para o governo um documento com alguns dos encaminhamentos da audiência pública realizada na segunda-feira (17).

“Precisamos do apoio de todos os parlamentares para colocarmos fim à essa greve, que não é a vontade dos servidores. Que juntos possamos encontrar uma solução para essa questão”, disse Thiago na tribuna.

Do lado da oposição, o deputado Lúdio Cabral (PT) foi o mais aplaudido pela categoria. O parlamentar fez críticas à maneira com que o governador Mauro Mendes (DEM) tem lidado com as reivindicações da categoria.

“O governo se manteve insensível no sentido do diálogo, do entendimento. De atender, mesmo que parcialmente as pautas da categoria. O impacto da lei 510/2013, é de menos de 10% do que foi arrecadado até agora pelo Estado”, discursou Lúdio.

Oposição solitária
Sem se encaixar em nenhum dos blocos da AL, o deputado Wilson Santos (PSDB), que já foi contra o movimento dos servidores da educação e hoje defende a greve, aproveitou a discussão para apresentar um projeto de lei para que o governo não possa cortar o ponto dos educadores que repuserem as faltas por causa de paralisações, manifestações e greves.

“Essa proposta está à disposição do Sintep e da Seduc, ainda não está fechada. Mas é preciso construir um marco legal. Porque no magistério pode fazer movimento paredista, porque o ano letivo não é encerrado enquanto não se cumprir os 200 dias letivos”, explicou Wilson.

FONTE: Gazeta Digital

Comente, sua opinião é Importante!

PUBLICIDADE