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CRISE REITERADA

Mendes chama deputados às pressas para tratar de greve

Os servidores estão com as atividades paralisadas.

29/05/2019 09h53 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Mendes chama deputados às pressas para tratar de greve

Reprodução

O governador Mauro Mendes (DEM) se reuniu com deputados no Palácio Paiaguás, no início da tarde desta terça-feira (28), para tratar da greve da Educação. Os servidores estão com as atividades paralisadas. O movimento começou nesta segunda-feira (27).

Na reunião do colégio de líderes da Assembleia, deputados vão se reunir com o sindicato dos grevistas. 

Conforme o deputado Lúdio Cabral (PT), a reunião foi convocada para que o gestor explanasse sobre a situação do governo diante da greve. 

O governador reiterou que não tem dinheiro para pagar a Revisão Geral Anual (RGA) dos funcionários. Os deputados terão papel de mediador entre Executivo e a categoria para que a paralisação chegue ao fim.

O parlamentar comentou que a convocação ocorreu de última hora e o governo apresentou sua leitura sobre a greve. Em entrevista, Mendes disse que greve não é a solução, que “birra” não adianta e ameaçou cortar ponto dos trabalhadores que faltarem ao serviço.

“Todos sofrem com a greve. Ninguém quer isso. É importante que o governador se reúna pessoalmente com os servidores e que haja entendimento para que a demanda da classe seja atendida mesmo que parcialmente. O quanto antes essa greve terminar é melhor para todos”, declarou Lúdio.

Após a reunião, o governador se comprometeu a tratar pessoalmente com o Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep). “Tem que abandonar esse discurso de confronto”.

Mendes afirma que não há fôlego financeiro para atender a demanda de reajuste dos servidores, para entender essa conta, o deputado pediu ao governador um balanço da Secretaria de Fazenda (Sefaz) de 2018, com toda arrecadação por setor.

“Ano passado houve R$ 5,7 bilhões em renúncia fiscal. Para sanar o problema de falta de recursos, o governo precisa aumentar a arrecadação e revisar essas renúncias é um caminho. No ano passado o algodão faturou R$ 12 bilhões e só pagou R$ 1,18 milhões de ICMS”, frisa.

Além dos pontos, o deputado sugeriu na reunião que fosse aberto o debate sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA) de forma que haja a participação de todos os Poderes. “Por que o Executivo não consegue pagar a RGA e os outros Poderes conseguem. É preciso discutir esses pontos para que todos os servidores do Estado recebam a revisão”, pondera.

FONTE: Gazeta Digital/Jessica Bachega

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