PUBLICIDADE
SEM ACORDO

Profissionais da Educação param e Mauro Mendes encara a primeira greve da gestão

Apesar de o governo ter estreitado o diálogo com os profissionais, em reunião na última sexta-feira (24), não houve avanços.

27/05/2019 07h38 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Profissionais da Educação param e Mauro Mendes encara a primeira greve da gestão

Reprodução

O governador Mauro Mendes enfrenta, a partir desta segunda-feira (27), a primeira greve de sua gestão promovida pelos profissionais da educação pública, que pedem reajuste salarial, melhoria na infraestrutura e concurso para a categoria, que  hoje conta com quase 40 mil profissionais.

Apesar de o governo ter estreitado o diálogo com os profissionais, em reunião na última sexta-feira (24), não houve avanços.

De acordo com dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), foram apresentadas propostas de onde os recursos podem sair para cobrir os investimentos na educação.

“É necessário vontade política para o cumprimento das leis (Lei nº510/2013), ignoradas pelo governador Mauro Mendes”, destacou o Sintep. 

A lei citada trata dos subsídios dos profissionais, que devem ser realinhados sobre as atuais tabelas, a título de ganho real e nos percentuais relacionados. 

Para 2019, a lei previa um reajuste de 7,69% a partir de 1º de maio, o que não foi feito. 

No entanto, o secretário de Estado de Gestão e Planejamento, Basílio Bezerra, informou que após um levantamento feito pela pasta, o aumento para os profissionais da Educação refletiria também na obrigação de aumentar o subsídio de outras categorias. 

“Servidores da Secretaria de Meio Ambiente (5,5%), a partir de junho, e do Grupo de Tributação, Arrecadação e Fiscalização (4,0%), a partir de julho. Esses reajustes impactariam a folha salarial do Executivo em mais de R$ 200 milhões até o fim do ano, causando um descumprimento ainda maior da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que traria sérias consequências à população”, explicou a secretaria. 

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, também participou da reunião e tentou sensibilizar os profissionais, dizendo que as reivindicações são legítimas, mas que, no momento, o Governo não pode cumpri-las integralmente.

FONTE: Gazeta Digital/Yuri Ramires

Comente, sua opinião é Importante!

PUBLICIDADE