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EDUCAÇÃO

Profissionais da rede estadual de educação reafirmam Estado de Greve

De acordo com a categoria, o processo de negociação do governo não assegura de forma imediata às reivindicações da classe.

08/08/2017 14h28 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Profissionais da rede estadual de educação reafirmam Estado de Greve

Reprodução

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Profissionais da educação deliberaram nesta segunda-feira (07) pela manutenção do estado de greve na rede estadual de Mato Grosso. A decisão definida na Assembleia Geral, deixa a classe em alerta quanto ao processo de negociação apontado pelo governo que não assegura de forma imediata às reivindicações da categoria.

Após a avaliação sobre o atual cenário apresentado pelo governo, que já não é mais o mesmo da última Assembleia, os educadores definiram que ele não confere segurança. Para o presidente do Sintep/MT, Henrique Lopes do Nascimento, os três pontos de pauta apresentam problemas de concretização.

A integralidade da Lei 510/2013, da Dobra do Poder de Compra da categoria, por exemplo, só será consumada em 2018, diante de um futuro incerto. “Existe a chamada a pauta ‘bomba’ (Congelamento dos Gastos Públicos) enviada à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que pode impactar nos encaminhamentos dados as negociações”, alertou.

Segundo o presidente, também é incerto a efetivação do Concurso Público. “Ele determina quatro etapas de avaliação, porém apenas uma tem data definida, as outras são uma incógnita”, disse. A nebulosidade paira ainda nas políticas implementadas pelo governo Taques. “As políticas do governo, como Avalia-MT, o Pró-Escola, o Ensina Brasil, da forma que estão colocadas, não atendem as pautas defendidas pelo Sintep/MT”, esclarece Lopes. Os profissionais votaram favoráveis as publicações de Nota Pública contra o programa Avalia-MT.

A cobrança da categoria se estende a eleições nas escolas para escolha de diretores e coordenadores escolares, como determina a Lei da Gestão Democrática nº 7.040/98. E reivindicam o direito do Sindicato na participação no processo de construção e avaliação em qualquer processo de avaliação dos profissionais da Educação, assegurado por Lei.

Os educadores aprovaram o enfrentamento contra a implantação nos Planos de Carreira dos Profissionais da Educação, por meio da política de Planos de Carreira e Remuneração (PCR), que segundo eles, atacam os direitos dos educadores nas redes municipais. Também aprovaram o acompanhamento da agenda nacional de mobilização para articular coletivamente para a resistência na luta de direitos da classe.

Participaram da Assembleia delegados representantes de mais de 80 municípios, dirigentes regionais dos 15 polos do Sintep/MT, além de representantes da comunidade escolar dos municípios que compõem a Baixada Cuiabana.

FONTE: CIRCUITO MT | CATIA ALVES

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