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Saúde

Unemat coordena estudo sobre condições de saúde da população de Mato Grosso durante pandemia

A prevalência de anticorpos no conjunto dos dez municípios avaliados foi de 12,5%, mas a variação encontrada nas cidades ficou entre 7,4% a 24,3% entre os municípios.

11/12/2020 09h56 | Atualizada em 14/12/2020 09h04 1 comentario

Saber quanto da população já foi contaminada pela Covid-19 é um dado relevante para entender como a doença funciona e com isso adotar medidas preventivas. Este é o principal objetivo da pesquisa soroepidemiológica coordenada pela professora Ana Claudia Pereira Terças Prettel, da Universidade do Estado de Mato Grosso e financiado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT). A pesquisa identificou a prevalência de anticorpos em 12,5% da população de dez municípios.

Além de levantar a prevalência de anticorpos ao Coronavírus de polos de Mato Grosso, que se configuram centros polarizadores, por conta da estrutura urbana e intensidade dos fluxos das redes existentes, o estudo também vai descrever como a população dessas cidades vem se comportando em face da doença, quais hábitos estão sendo adotados, as condições de saúde de forma geral, e também dados sobre a saúde mental da população. Os municípios participantes da pesquisa são: Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Juína, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra e Várzea Grande.

ANTICORPOS - A prevalência de anticorpos no conjunto dos dez municípios avaliados foi de 12,5%, mas a variação encontrada nas cidades ficou entre 7,4% a 24,3% entre os municípios. Várzea Grande foi a cidade que apresentou a maior prevalência com 24,3%, seguido de Cuiabá (17,5%), Sinop (13,6%), Barra do Garças (12,9%) e Cáceres (12,8%).

Os pesquisadores lembram que considerando a soroprevalência estimada pela amostra e a população de 20 anos ou mais para o estado de Mato Grosso (2.397.225 habitantes), o número de pessoas já infectadas é de cerca de 299.563 habitantes, mesmo assim alertam que é preciso cautela com a generalização dos resultados para o Estado.

“É importante destacar que a realização deste inquérito no estado de Mato Grosso no período entre setembro e outubro já evidencia a expansão da doença, passando de 0,4% em junho (Hallal et al., 2020) para 12,5% em setembro/outubro. A baixa prevalência de pessoas infectadas no estado, significa que ainda existe uma grande quantidade de pessoas em risco de adquirir a doença enquanto não estiverem disponíveis vacinas efetivas sendo, portanto, importante a manutenção das ações de prevenção”, diz trecho do relatório.

Para a professora da Unemat o trabalho das equipes de vigilância epidemiológica nesses municípios tem sido de qualidade, o que pode refletir nessa baixa prevalência. Além disso, ela acredita que o número maior, no que diz respeito a prevalência, que achamos nesse inquérito epidemiológico sejam de pessoas assintomáticas”.

Sobre a questão de gênero, a prevalência foi maior nos homens com 53,7%, e a faixa etária que prevaleceu dentre aqueles que tiveram anticorpos detectados foi dos 30-49 anos (42,5%).

METODOLOGIA INOVADORA - A coordenadora da pesquisa, explica que metodologia adotada para essa pesquisa soro epidemiológica é a de inquérito, e para esse levantamento utilizou como base setores censitários conforme preconiza o IBGE com o sorteio aleatório de casas e também de moradores, além de realizar a coleta de dados a partir de um software disponibilizado pelo Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos da América, chamado Epi InfoTM.

“Toda a coleta foi realizada em tablets e smartphones a fim de agilizar o processamento da informação. O pessoal envolvido na coleta, que foram os servidores das secretarias municipal de saúde, e também acadêmicos de diferentes instituições que atuaram como voluntários foram capacitados para garantir a confiabilidade da pesquisa”, explica a professora.

Ao todo, foram analisadas 4.206 amostras de sangue no Laboratório Central do Estado, que foram analisadas juntamente com o questionário respondido pelo participante. Os testes feitos foram por quimioluminescência para a determinação quantitativa de anticorpos IgC contra as proteínas S1 e S2 do SARS-CoV-2.

A coleta dos dados ocorreu entre 16 de setembro e 15 de outubro e a equipe de campo envolveu 656 trabalhadores da saúde e estudantes voluntários. Todos os entrevistadores realizaram teste RT-PCR antes de iniciar em campo e teste sorológico ao final da coleta de dados, visando assim monitorar a saúde de toda a equipe envolvida e garantir a segurança aos profissionais e a população que foi visitada em seu domicílio.

FONTE: Radio Eldorado FM 87, 9 com Lygia Lima

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