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POLÍTICA

Eleições em MT têm 10% de candidatos que se autodeclaram pretos e menos de 1% indígenas

Juntos, pretos e pardos são considerados negros, segundo classificação utilizada pelo IBGE. Assim, as eleições de 2020 no estado têm 7.527 candidatos negros.

01/10/2020 08h24 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Eleições em MT têm 10% de candidatos que se autodeclaram pretos e menos de 1% indígenas

Reprodução

As eleições 2020 em Mato Grosso têm 1.263 candidatos que se autodeclaram pretos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 10% dos 12.591 concorrentes aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.

Já os indígenas representam 0,91% dos candidatos. São 115 índios registrados no TSE neste ano.

Os dados mostram ainda que os pardos representam a maioria. São 6.264 registros de pardos, o que representa 49,75% dos candidatos.

Juntos, pretos e pardos são considerados negros, segundo classificação utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, as eleições de 2020 no estado têm 7.527 candidatos negros, o que representa 59,75% de todos os concorrentes.

Os candidatos brancos representam 37,74% (4.752) e os que se declararam amarelos 0,58% (73).

De acordo com o TSE, 124 concorrentes ainda não informaram a raça.

Data da eleição

Pelo calendário original da Justiça Eleitoral, o primeiro turno estava marcado para 4 de outubro e o segundo, para 25 de outubro. Mas, em razão da pandemia da Covid-19, o Congresso Nacional decidiu adiar o pleito. Também por causa do coronavírus, não haverá necessidade de identificação biométrica nas eleições deste ano.

Com a mudança, o primeiro turno será no dia 15 de novembro e o segundo turno, onde houver, no dia 29 de novembro.

Campanha eleitoral

A propaganda eleitoral, inclusive na internet, é permitida a partir de 27 de setembro.

Desde este domingo até as 22h de 14 de novembro, poderá haver distribuição de material gráfico, caminhada, carreata ou passeata, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio.

Propaganda na internet

É permitido fazer campanha na internet por meio de blogs, redes sociais e sites.

Somente partidos, coligações ou candidatos podem fazer impulsionamento de conteúdo, que é o uso de ferramentas oferecidas por plataformas ou redes sociais para difundir o conteúdo a mais usuários e, assim, ter maior alcance.

É vedada a utilização de impulsionamento de conteúdos e ferramentas digitais não disponibilizadas pelo provedor da aplicação de internet, ainda que gratuitas. Não é permitido também contratar impulsionamento para propaganda negativa, como críticas e ataques a adversários.

Empresas e eleitores não podem fazer impulsionamento de conteúdo. Tanto candidatos e partidos quanto eleitores estão proibidos de contratar serviço de disparo em massa de conteúdo.

FONTE: G1 MT

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