Curiosidades

Wolkswagen é intimada pelo MPF para explicar casos de trabalho escravo em fazenda de Santana do Araguaia

A investigação começou em 2019, após um padre entregar ao Ministério Público do Trabalho registros da prática do crime. 

15/06/2022 12h11 | Atualizada em 21/06/2022 14h07

Representantes do Ministério Público do Trabalho  e da montadora de carros Volkswagen estiveram reunidos nesta terça-feira, em Brasília. Foi uma audiência extrajudicial para tratar da denúncia de exploração de trabalho escravo na Fazenda Vale do Rio Cristalino, também conhecida como Fazenda Volkswagen. A propriedade fica no Pará e os casos ocorreram nas décadas de 1970 e 1980.

O procurador do Trabalho Rafael Garcia Rodrigues, que coordena as investigações, relatou que, neste primeiro encontro com a empresa, o Ministério Público do Trabalho apresentou documentos e provas.

O Ministério Público do Trabalho identificou três características de escravidão moderna nas provas colhidas: os trabalhadores estavam impedidos de sair, eram submetidos à vigilância armada e só poderiam se ausentar da fazenda após o pagamento de dívidas que, na prática, eram impagáveis. Esses fatores também caracterizam o que a Organização Internacional do Trabalho chama de trabalho escravo na modalidade servidão por dívida.

A investigação começou em 2019, após o padre Ricardo Rezende Figueira entregar ao Ministério Público do Trabalho registros da prática do crime. De acordo com o procurador Rafael Garcia Rodrigues, a Volkswagen se comprometeu a enviar documentos e comparecer a uma nova audiência. A próxima reunião do Ministério Público do Trabalho com a Volkswagen está marcada para o dia 29 de setembro. A reportagem solicitou manifestação da Volkswagen do Brasil, mas, até o fechamento não obteve retorno.

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